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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Harmonizar e fazer uma moqueca capixaba!

Moqueca Capixaba

Após conversa com renomados anestesistas mineiros sobre os segredos da Moqueca Capixaba, republico a receita divulgada em 2009.

Nessa oportunidade, fica aberta a discussão sobre qual vinho deverá acompanhar o prato, proporcionando uma bela harmonização.

A moqueca capixaba é um prato típico da culinária do Espírito Santo, diferindo da peixada tradicional - que obrigatoriamente deve levar leite-de-coco e azeite de dendê. A receita capixaba prescinde desses ingredientes, apesar de se considerar elementos essenciais para se configurar uma moqueca, segundo o lexicógrafo e folclorista Câmara Cascudo.


Moqueca de calda de lagosta preparada no dia dos pais 2011!

Anote os ingredientes:

- 2 quilos de peixe fresco (badejo, namorado, papaterra, robalo, pargo, cação, etc.) ou camarões VG e calda de lagosta;
- 2 maços de coentro;
- 2 maços de cebolinha verde;
- 2 quilos de tomate;
- Óleo;
- Azeite;
- Colorau;
- Sal e pimenta a gosto; e
- Suco de limão.
- Acrescento aqui meus toques de gengibre e cardamome!

Moqueca de banana da terra!

Os peixes ideais são aqueles sem muitas espinhas e de consistência firme. Pode-se também, pelo mesmo método, fazer-se uma moqueca de camarão, de lagosta, de sururu, etc. O importante é que a moqueca capixaba não leve nem azeite-de-dendê e nem leite de côco. Se não, virá peixada!

Preparo:

Limpe bem o peixe, corte-o em postas e deixe-o em uma vasilha com sal e o suco de limão. Deixe o peixe "descansando" enquanto prepara os outros ingredientes. O ideal é que a moqueca seja preparada em uma panela de barro. Ponha nesta panela 2 colheres de óleo, azeite a gosto, cebolinha verde picada, cebola cortada em rodelas e coentro picado ou em maço, tomate e colorau. Aliás, pode-se usar tanto o colorau já em pó, como o colorau em sementes (urucum). Nesse caso, começa-se por colocar as sementes no óleo e fritá-las um pouco para que liberem sua cor. Cuidado pois costumam "pular" (estourar) no óleo quente. Depois que o óleo já estiver bem colorido de vermelho, descarte as sementes utilizadas).

Em seguida, refogar os ingredientes que já estão na panela. Arrume as postas do peixe e repita a camada de temperos picados, cebolas, tomates e peixe, assim sucessivamente. É importante não adicionar água, pois durante o cozimento, o peixe, os frutos do mar e os tomates vão liberar seu próprio líquido . Deixe cozinhando em fogo brando e quando abrir fervura, se quiser, coloque umas poucas gotas de limão. Tampe a panela e após 10 minutos ou 15 minutos, experimente o sal. O peixe não deve ser mexido na panela e também não deve ficar cozinhando muito tempo, senão endurecerá.

Se quiser, quase no final do cozimento, acrescente camarõezinhos descacados (quantidade a gosto). É bom não acrescentá-los muito cedo, senão ficam borrachudos. Outra dica: é interessante tirar a pele dos tomates antes de utilizá-los na moqueca, caso prefira-os cortados em rodelas. Para tal, basta colocá-los durante 1 ou 2 minutos em água bem quente. Retirá-los e puxar a pele, que se soltará facilmente. Mas os tomates também podem ser contados em pedaços grandes para se forrar o fundo da panela.

Para o pirão, que tradicionalmente acompanha a moqueca, o processo é o mesmo. Utiliza-se outra panelinha e as partes menos "nobres" do peixe, como a cabeça, por exemplo, pedaços menores, rabo, etc. Acrescente os mesmos temperos, proporcionalmente à quantidade de pirão que se deseja fazer. Depois que o peixe estiver bem cozido, retire-o, verifique o tempero e acrescente ao caldo que ficou na panela, a farinha de mandioca crua. Acrescente-a em "chuva" e aos poucos, mexendo bem o pirão, até atingir a consistência desejada.

Para um belo acompanhamento, pode-se também fazer uma moqueca de banana da terra. O processo é o mesmo, deixando cozinhar por 20 minutos em uma pequena panela.

A moqueca chega à mesa na panela em que foi cozida, geralmente fumegante, acompanhada de seu pirão e de arroz branco. É considerada saudável e relativamente barato seu preparo.

Deixe sua contribuição e diga qual vinho se harmonizaria bem com as moquecas capixabas!

Minhas sugestões:

Boas alternativas, um típico Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Exemplares chilenos de Casablanca e Vale San Antonio e sul-africanos!

Desde que seja um vinho com força de aromas, muita fruta, muita juventude e textura macia.

A suculência do prato lembra também vinhos magros, mesmo que jovens e de boa acidez. O uso de uma boa pimenta exige o frescor dos brancos geralmente jovens. Evitar Chardonnays fermentados em barrica. O toque de madeira não sintoniza com o prato, além de faltar o frescor tão necessário, principalmente para a opção mais apimentada.

Quem disse que tinto não tem vez?
Trata-se de prato de peixes de textura mais firme, com longo cozimento, caldo suculento e rico em aromas. No caso da moqueca dos capixabas, experimente um Tempranillo, um Syrah ou um Sangiovese, encorpados e obrigatoriamente jovens. Os taninos poderão ser absorvidos pela suculência do molho. A preocupação com a metalização torna-se remoto, já que o longo cozimento abranda muito o efeito da maresia.

Rosés? As opções mais encorpadas de Cabernet Sauvignon com um pouco de frescor, juventude e vibração.

O mais importante, não se esqueça de uma boa companhia!
Fonte: Impressões pessoais e Wikipedia, Vinho sem segredo, Vinho acessível

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

a vida dos vinhos chilenos

Gosta de viajar?
Gosta de boa gastronomia?
Gosta de provar bons vinhos?

Segue então uma lista de vinícolas fora do padrão de visitas que conseguimos pelas agências brasileiras para os arredores de Santiago.


Exibir mapa ampliado

Colchagua => Na VI Região do Chile, a aproximandamente 130 Km ao Sul de Santiago



Viu Manet: fundada e administrada pela mesma família desde 1935, promete surpresas e sentimentos aliados à enogastronomia.
http://www.viumanent.cl




La Postole: meta idealista de "criar vinhos de classe mundial com expertise francesa em terrois chileno!
http://en.lapostolle.com/

Viticultura biodinâmica com hospedagem e inúmeros mimos ímpares para a região!

Montes Alpha: vinhos premiados pelo mundo
http://www.monteswines.com/


domingo, 23 de outubro de 2011

Beronia Crianza 2008


Veio de Rioja, região de grandes vinhos na Espanha. Degustamos o Crianza, cerca de 12 meses em barrica e mais 12 meses de descanso, disponível no Wine.com.br a R$ 57,00.

Corte da casta espanhola Tempranillo, um dos meus prediletos, símbolo da Espanha, quebrado por Granacha e Graciano, na proporção 82, 14 e 4%, produzido pela Bodega Beronia que remete ao nome Berones, nome Celta dado à região antes do domínio Romano.

Pela análise que encontrei na net, na taça um vermelho rubi bem denso e pouca transparência, no olfato madeira típica, especiarias e frutos vermelhos passados. Na boca os taninos ainda estão bem vivos, mas a acidez elevada nivela o ataque, estrutura mediana, sem amargor e boa permanência, ótima escolha para carne vermelha e petiscos fortes.

Bom início de semana!

Tim

Gracias amigo Baruki http://enoffillo.blogspot.com/

distribuído por http://www.wine.com.br/vinhos/beronia-crianza-2008/prod3927.html

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cave Geisse




Cave Geisse é premiado como o melhor espumante da América do Sul

O concurso de vinho francês VINALIES INTERNATIONALES 2009 premiou um único espumante na América do Sul com a medalha de ouro: o Cave Geisse Brut, produzido pela Vinícola Cave de Amadeu -Geisse.

No quesito de candidatos, o concurso prova o quanto o mundo do vinho é distinto e amplo, pois contou com 3048 amostras de 41 países participantes. O louro máximo, que é dada para vinhos acima de 86 pontos, foi concedida apenas para nove vinhos na América do Sul, oito ficaram para o Chile e um para o Brasil. Outro dado que merece destaque é que, de todos os países participantes, apenas o Brasil (1), Espanha (1 ), França (37), Itália (1 ) e Canadá (1) obtiveram medalha de ouro com seus espumantes.

Este tipo de reconhecimento e premiação mostra que os vinhos do Brasil tem melhorado muito e que temos uma grande vocação para os espumantes.


Postado por j.mazur


Em busca desse maná...ainda não consegui provar!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Os 10 vinhos mais caros do mundo


Desconhecido por muitos, o segmento de leilões de vinhos caros e raros movimenta milhões de dólares por ano. Nessa arena operada por casas de leilões como a Christie’s, a Sotheby’s e a Antique Wine Company, não existe espaço para meros apreciadores de vinho. A atuação está muito mais para colecionadores e investidores profissionais do ramo. Cada dólar investido numa garrafa, caixa ou lote pode representar ganhos consideráveis. Claro, o retorno nem sempre é de curto prazo. Aliás, muitas vezes é de longuíssimo prazo. Ano passado, um lote de 12 garrafas de Hermitage La Chapelle 1961 foi arrematado, na Christie´s de Londres, por 123.750 libras (aproximadamente US$20 mil / garrafa). O Hermitage La Chapelle não é um vinho dos mais caros quando comparado a certos Bordeaux e Borgonhas. Em safras recentes ele não chega a passar de US$ 200 a garrafa, porém na safra 1961, o La Chapelle bateu um recorde. Da mesma forma uma garrafa Magnum do legendário Château Mouton-Rothschild 1982 pode alcançar facilmente US$ 10 mil! Outro termo tipicamente do mercado financeiro também é utilizado aqui. São os vinhos conhecidos como “The blue chips”. Nesse rol estão: Lafite, Margaux, Mouton-Rothschild, Latour, Haut Brion,Petrus, Cheval Blanc e o clássico vinho doce, Château d’Yquem. Assim como ações de alta liquidez esses rótulos fazem brilhar os olhos de emergentes da Rússia, China, India e Brasil.
Na lista abaixo foram selecionados alguns vinhos que obtiveram os preços mais elevados em leilões. Talvez nesses mesmos intervalos existam outros vinhos que alcançaram preços similares, mas nessa seleção já dá ter uma idéia:

1. Château Lafite Rothschild 1787

Valor: $156.450
Dezembro de 1985, Christie’s, Londres

2. Château d’Yquem 1811

Valor: $100.000
Fevereiro de 2006, Antique Wine Company, Londres

3. Penfolds Grange Hermitage 1951

Valor: $50.200 dólares australianos (aproximadamente US$38,420)
Maio de 2004, Melbourne, Austrália

4. Cheval Blanc 1947

Valor: $33.781 por uma garrafa de 750 ml. ($135,125 por 3 garrafas)
Julho de 2006, Vinfolio, San Francisco

5. Château Mouton-Rothschild 1945

Valor: $28.750
Setembro de 2006 – Christie’s, Los Angeles

6. Inglenook Cabernet Sauvignon Napa Valley 1941

Valor: $24.675 / garrafa
Outubro de 2004 – Zachys, Los Angeles

7. Montrachet Domaine de la Romanée Conti 1978

Valor: $23.929 / garrafa
2001 – Sotheby’s, Nova Iorque

8. DRC Romanée Conti 1934

Valor: $20.145 / garrafa
Junho de 2006 – Hart Davis Hart, Chicago

9. Hermitage La Chapelle 1961

Valor: $ 20.130 / garrafa (lote de 12 garrafas por 123.750 libras)
Setembro de 2007 – Christie’s, Londres

10. DRC Romanée Conti 2003

Valor: $4.650 / garrafa
Fonte: qvinho

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

In Vino Omnia Vincit

In Vino Omnia Vincit

Amigos interessados na troca de sabores e experiência vinícolas. Afinal de contas...O vinho vence todas as coisas!

domingo, 2 de agosto de 2009

Wine Spectator indica 14 restaurantes brasileiros

A revista Wine Spectator do mês de agosto traz o Annual Restaurant Awards com uma lista de 3845 restaurantes ao redor do mundo e nela estão 14 restaurantes brasileiros, reconhecidos por sua carta de vinho. São eles:

A Figueira Rubayat: Rua Haddock Lobo, 1738, São Paulo, SP

Amadeus: Rua Haddock Lobo, 807, São Paulo, SP

Baby Beef Rubayat: Alameda Santo, 86, São Paulo, SP

Churrascaria Vento Argano: Av. Rebouças 1001, São Paulo, SP

Fogo de Chão: Rua Sergipe, 1028 em Belo Horizonte, MG

Fogo de Chão: SMS Quadra 5 bloco E, Asa Sul, Brasília.

Fogo de Chão: Av. dos Bandeirantes 538, São Paulo, SP

Fogo de Chão: Av. Moreira Guimarães, 964, São Paulo, SP

Fogo de Chão: Av. Santo Amaro, 6824, São Paulo, SP

Oliveto Restaurante e Enoteca: Av.Cell Silva Telles, 843, Campinas, SP

Porto Rubayat: Rua Leopoldo Magalhães, 1142, São Paulo, SP

Taste-Vin: Rua Curitiba 2105, Belo Horizonte, MG

Vinheria Percussi: Rua Cônego Eugênio Leite, 523, São Paulo, SP

Fonte: Enoblog Nosso vinho

sábado, 1 de agosto de 2009

Resultado do teste de vinhos

Você entende de vinho, ou só faz pose?

1. Só três uvas são permitidas pela regulamentação de Champagne: as tintas pinot noir, pinot meunier e a branca chardonnay.

2. A pinotage é fruto de um cruzamento das uvas pinot noir e cinsault, realizada em 1924 pelo professor Abraham Perold realizada na África do Sul.

3. A origem da variedade malbec é francesa, da região de Cahors, mas ela se adaptou melhor na Argentina, de onde saem a maioria das garrafas de malbec consumidos no mundo

4. Vinho fino é nome das bebidas elaboradas com uvas viníferas segundo a legislação brasileira. Os vinhos de garrafão ou suave são elaborados com uvas híbridas, como a Isabel

5. Podem ser usados até 13 tipos de uva num Châteauneuf-du-Pape (a principal é a grenache).

6. O Chile, protegido pelos Andes é o único país produtor de vinhos que nunca foi afetado pela phyloxera.

7. Os termos reserva e reservado gravados nos rótulos não são indicativos de qualidade no Chile, pois não há legislação de origem de qualidade, é preciso confiar na qualidade do produtor.

8. Até 1996 a uva carmenère, no Chile, era confundida com a merlot. Um exame de DNA nas parreiras constatou o erro. A merlot amadurece cerca de três semanas antes que a carmenère.

9. Os Estados Unidos são o 4º produtor mundial só estão atrás da Itália, França e Espanha na produção de vinhos - e 90% dos vinhedos estão concentrados na região da Califórnia.

10. Trata-se da uva tinta gammay (só usada em Beaujolais).

11. Os seis superfantásticos vinhos são Château Latour, Château Lafite Rothschild, Château Margaux, Château Haut-Brion e Château Mouton-Rothschild, O Château Pétrus, apesar de ser tão famoso e caro quanto os vinhos citados, é da região do Pomerol, que se recusou a fazer uma classificação de seus vinhos.

12. Denominação controlada, ou DOCG, significa Denominazione di Origine Controllata e Garantita e é a mais alta classificação de um vinho italiano, segunda a legislação do país.

13. O Barolo é produzido com a uva nebbiolo.

14. Prosecco é o nome de uma uva branca responsável pelo espumante que leva seu nome no rótulo. Muita gente acredita ser uma região da Itália.

15. O reserva passam por 1 ano em barril de carvalho e 2 na garrafa. A ordem é a seguinte:
Jovem - não passam por barril de carvalho.
Crianza - 1 ano em barril de carvalho e 1 ano na garrafa.
Reserva - 1 ano em barril de carvalho e 2 na garrafa.
Gran Reserva - 2 anos em barris de carvalho 3 anos na garrafa.

16. Foi Portugal que em 1756, por ordem do Marques do Pombal, demarcou a região do Douro, na época conhecida pelos seus vinhos do Porto.

17. A mesma uva, aragonês, de Portugal, recebe os nomes de tinta roriz no Douro e tempranillo, na Espanha

18. A shiraz é a uva emblemática da Austrália e geralmente vem associada a alguma parcela de cabernet sauvignon. Já o fresco e aromático sauvignon blanc da Nova Zelândia conquistou a crítica especializada e os consumidores do mundo

19. Nos vinhedos do Vale do São Francisco, no Nordeste, há 25 safras por ano, a cada 15 dias alguma casta é colhida.

20. Os vinhos alemães são classificados, segundo a ordem de grandeza abaixo
Denomição controlada - QmP Qualitäteswein Mit Prädikat.
De qualidade de origem - QbA Qualitäteswein eines bestimmten Anbaugebiete.
Regional - Landwein
Mesa - Tafelwein

Teste sobre vinhos

Você entende de vinho, ou só faz pose?

Se você é do tipo que cheira a rolha, balança, cheira e bebe aquele golinho, bochecha e dá notas e impressões para o vinho....(ai, ai, imagino a cara do Maitre te esperando!), você deve fazer o teste acima. Vai servir de base e aprimoramento para as próximas degustações!

Meu resultado...

De 4 a 8 acertos
Você gosta de vinho, se não, não faria o teste. Mas não presta muita atenção no que bebe e talvez nem queira. Pelo menos se divertiu fazendo o teste?

Bom, já vou providenciar um bom livro sobre o assunto

Vinhos de baixo custo

Tudo bem que não é todo dia que queremos gastar uns 100 cruzeiros num bom vinho.
Confesso que estou sempre de olho em promoções e procuro comprar pela internet, pois são valores mais em conta, com a comodidade de entrega em casa no caso de vinhos de maior valor.

mas sabe aquele vinho do dia a dia... que serve para acompanhar uma massa caseira ou depois de um longo dia de plantão...

Achei num blog uma análise com sugestões de baixo custo. Não vao servir para comemorações, mas, pelo menos, devem reduzir o risco da enxaqueca...

TINTOS

Salton Classic Tannat
Rio Grande do Sul, Brasil - de R$ 11,00 a R$ 15,00
Da linha mais simples da Salton. Correto, bem vinificado. Seu preço é imbatível, seus taninos melhoram se acompanhados de um churrasquinho informal no clube.

Pupilla Carmenère
Vale Colchagua, Chile - R$ 16,00
A uva-símbolo do Chile, seja lá o que isso queira dizer, num dos tintos de melhor custo-benefício da paróquia, produto da bodega Luis Felipe Edwards. Taninos bem resolvidos, frutas vermelhas e uma especiaria de leve. Resolve a vida e se encontra fácil em supermercados.

Rio Sol Cabernet Sauvignon/Syrah 2006
Vale do São Francisco, Pernambuco, Brasil - R$ 18,90
Este tinto nacional foi escolhido pelo júri da última Expovinis (feira de vinho realizada anualmente em São Paulo), em uma degustação às cegas, como o melhor tinto nacional. Concorreu com outros 39 rótulos, a maioria de preço mais elevado. Sou co-responsável: participei do júri. Tem uma fruta muito madura, típica de uma região ensolarada como aquela, mas um bom equilíbrio e acidez presente. Um achado de Pernambuco, uma região pouco provável alguns anos atrás.

Cono Sur Bicicleta Pinot Noir 2006
Vale Central, Chile - de R$ 21,00 a R$ 24,00
Vinícola com preocupações ambientais e certificada pela agricultura orgânica. Difícil recomendar um pinot noir do dia-a-dia, mas a correta linha bicicleta tem varietais que primam pela qualidade. Agradável, corpo médio (como se espera de um pinot) aromas leve de cereja. Outra dica da mesma linha é o branco da uva riesling.

Emiliana, Cabernet Sauvignon
Valle Rapel, Chile – de R$ 21,00 a R$ 24,00
Esta vinícola também alia vinhedos orgânicos com rótulos de grande produção. Tinto com um nariz mais presente que a boca, que é mais ralinha, mas agradável. Um cabernet sauvignon mais para o lado da juventude, da fruta fresca. Se ajeitou bem com uma massa com molho de carne.

Periquita 2004
Terras do Sado, Portugal - R$ 24,00
O tinto português mais vendido no país. Desde a safra de 2001 modernizou seu corte e ficou mais macio e fácil de beber. Resultado da adição de uma porcentagem maior das castas aragonês e trincadeira à tradicional uva castelão (a periquita), que dá a grande personalidade deste vinho.

Don Roman Tempranillo 2005
Rioja, Espanha - R$ 29,90
Este espanhol está sempre presente em listas de vinhos de bons preços. Mais que correto, tem um bom volume na boca, aromas presentes de especiarias e tostados gostosos. Nos restaurantes do chef e proprietário do La Vecchia Cucina e La Pasta Gialla, Sergio Arno, são servidos com o nome de Arno no rótulo. Foi escolhido por Veja São Paulo como boa opção de custo-qualidade entre os rótulos personalizados dos restaurantes da cidade.

.com 2005
Alentejo, Portugal - R$ 29,90
Com este nome no rótulo, não podia faltar nesta lista do blog do vinho. Uma mistura das cepas portuguesas trincadeira e aragonez com a francesa cabernet sauvignon e a “francesa de alma lusitana” alicante bouschet. O produtor Monte dos Cabaços (é isso mesmo, gente, não errei) faz um vinho moderno, quente, ao gosto do consumidor atual.

Los Vascos Cabernet Sauvignon
Vale Colchagua, Chile - R$ 30,00
Frutado e bem feito cabernet chileno com boa acidez, álcool controlado e aquele toque amentolado chileno. Um estilo que não muda. Sempre um boa pedida e, além do mais, sempre dá para dizer que está diante de um Barons de Rothschild.

Los Cardos Malbec 2006
Luján de Cuyo, Argentina - R$ 30,00
Tinto da vinícola Doña Paula que abriu a coleção de livros Vinhos do Mundo, Adega VEJA, da qual ajudei a selecionar: macio, bom de nariz, redondo na boca, nem um pouco enjoativo, como às vezes acontece com a malbec.

Le Bateaux Syrah 2006
Languedoc, França - R$ 35,00
Raro tinto francês na linha bom e barato. Best buy da revista americana Wine Spectator. Não é à toa, tem aquela perceptível especiaria da syrah com frutas bem maduras e a chancela da Domaines François Lurton.

Trio Merlot, Carmenère, Cabernet Sauvignon 2007
Valle Central, Chile – de R$ 37,00 R$ 39,90
Esta linha da gigante Concha y Toro é sempre resultado da mistura de três variedades (daí o nome), a primeira domina o corte, no caso aqui, a merlot. Apesar do preço fora da proposta inicial foi incluído só para chamar atenção de um pequeno detalhe. Muitas vezes, estes cortes por preço (no caso até 35 reais) em uma lista de v
inhos deixam de fora rótulos bem bacanas. Por 2 ou 4 reais a mais, você tem na taça um tinto saboroso, macio, com notas de chocolate - resultado de um trabalho criterioso do enólogo. Pense nisso também na hora da compra, para menos e para mais.

Fonte: Roberto Gerosa

domingo, 28 de junho de 2009

Bento Gonçalves




na contagem regressiva para ir a Bento Gonçalves, vou buscando dicas que podem ser úteis para a próxima viagem..

Pontos turísticos:

No googlemaps, a cidade parece ser pequena e tem características de uma cidade italiana encravada no sul do país. Coordenadas no GPS: 29° 5'47.55"S e 51°27'3.74"O

PIPA PÓRTICO

Ao chegar em Bento Gonçalves, o visitante literalmente está “entrando no mundo do vinho”. No acesso principal da cidade, um pórtico em formato de pipa, medindo 17 metros de altura, dá as boas-vindas ao visitante. A Pipa Pórtico, construída em 1985, é considerada o cartão de visita da cidade, substituindo a existente que era de madeira. Ao lado da Pipa Pórtico, está localizado o Posto de Informações Turísticas.

VINA DEL VINO

A Via Del Vino, localizada no centro da cidade, abriga a “Casa Del Vinho”, onde, em dias de Festa, acontece a distribuição do “Vinho Encanado”. O vinho sai das pipas e, através de canos, chega às torneiras de distribuição. Na Via Del Vino, defronte ao Palácio Municipal, está situada “La Fontana”, um chafariz onde jorra água na cor de vinho.

FERRADURA DO VALE DO RIO DAS ANTAS

Prensado por ambos os lados de montanhas o Rio das Antas forma um vale profundo ziguezagueado que se assemelha ao desenho de uma ferradura. O espetáculo da natureza pode ser conferido através de belvederes instalados ao longo da RST 470. O local fica a cerca de 14 quilômetros do centro de Bento Gonçalves.

MONUMENTO AOS IMIGRANTES ITALIANOS

O Monumento aos Imigrantes Italianos foi inaugurado em outubro de 2005, dentro das comemorações dos 130 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, sendo a obra oficial alusiva à data. A escultura de autoria do artista plástico Gustavo Nackle Neffa é totalmente em bronze, pesando 121 toneladas. Além do valor artístico, o monumento homenageia o esforço e o trabalho de tantos homens e mulheres que dedicaram sua vida pra construir a grandeza do município de Bento Gonçalves.

Numa bela descrição seguem algumas dicas do blog viajeaqui:

"No Vale há 35 vinícolas, a maioria num raio de 30 quilômetros. Vinho e família andam juntos ali. Seja a empresa grande ou pequena, você é recebido por alguém entre a primeira e a quarta geração de uma família que tem o vinho, digamos, no sangue. E os laços de parentesco estendem-se além-vinícola. Há Valduga na Casa Valduga, mas também na Marco Luigi, Dom Candido, Vallontano e Torcello. Ali parente não é serpente. "Só brigamos em Gre-Nal", diz Mateus Valduga, da Vallontano, referindo-se ao clássico gaúcho de futebol Grêmio e Internacional. A estrada que corta o Vale é asfaltada, sem buracos, mas pisar fundo está fora de cogitação: ela é bem sinuosa. Aproveite e curta o visual de parreirais sem fim que a margeia. Ótimo mirante da região é o topo do Villa Europa, hotel que abrirá defronte à vinícola Miolo. Se entrar para apreciar a vista, pode ser difícil resistir ao spa, com tratamentos estéticos em que se utilizam derivados de uva.

Na Vinícola Salton há um dos melhores tintos brasileiros, o Desejo, e é também a mais cinematográfica vinícola do país. Do lado de fora estão um enorme relógio solar e um mosaico com, dizem, 600 mil cacos de cerâmica e mármore. Dentro, anda-se em passarelas sobre 260 tanques de inox gigantes, de formatos variados, num cenário de ficção científica. Lá pelas tantas, na área de engarrafamento, vi que os funcionários láááááá embaixo, pequeninos e uniformizados, pareciam os umpa-lumpas, os anões do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate. Descemos então alguns lances de escada e chegamos à cave dos espumantes, oito metros abaixo do nível da rua. Naquele lugar sombrio éramos nós e 100 mil garrafas de cabeça pra baixo. Assim, as leveduras acumulam-se junto ao gargalo - e são depois descartadas.

Na Miolo, impressionante instalações (terreno em desnível para que as uvas, na parte alta, cheguem às máquinas sem contato humano, preservando sua qualidade) e profissionalismo (visita e degustação a cargo de uma sommelier). Adriano Miolo, enólogo-chefe, explicou-me que antigos vinhedos da região deram lugar a mudas certificadas da França, Itália, Portugal e África do Sul. Hoje muitas casas já exibem, como é a praxe internacional, o selo de indicação de procedência. A Miolo há cinco safras trabalha com um consultor de renome, o enólogo francês Michel Rolland, que já disse que "o Brasil tem potencial para fazer bons vinhos, mas não ótimos". Diz-se que do Vale jamais sairá um vinho de ponta por ser o solo ácido demais, em razão das chuvas.

Mesmo com todas as minhas provas, ainda não diferenciava os "paladares" e muito menos o tal buquê do vinho. Então decidi fazer o curso expresso de degustação da Casa Valduga. São apenas três horas de duração. Como a aula começaria às 9h30, hospedei-me na véspera em uma das quatro pousadas da vinícola (o curso está no valor da diária; não-hóspede paga R$ 30). O meu quarto, da ala Excellence, era grande, confortável e sem charme. Luxo, na Valduga, é a hospitalidade: no fim da tarde, levaram-me no quarto o menu da osteria do hotel. O que eu mais gostei foi o creme de cenoura, gengibre e mel da entrada. Ou terá sido o risoto de berinjela, alecrim e gruyère servido depois?

Bem, no dia seguinte apresentei-me ao meu professor, o enólogo Alexandre Mondadori. Era o único aluno. Ele me levou aos parreirais e à sala das barricas. Depois pegamos um carrinho elétrico para ver o processo de vinificação e, mais tarde, a bela cave. A última hora foi a da degustação. Recebi uma ficha de avaliação da Organização Internacional do Vinho e três cálices de tinto. Alexandre então pediu que eu identificasse visualmente qual era o mais jovem, o intermediário e o mais evoluído (em não-vinhês, velho). Ensinou-me a inclinar um pouco a taça, para que a luz a iluminasse melhor. Chutei que o mais jovem era o de cor mais brilhante, o mais velho, o mais escuro e o intermediário o meio-termo. Bingo! Acertei, mas usei as palavras erradas. Deveria ter dito "rubi", "rubi-violáceo escuro" e "vermelho-rubi".

Seguiu-se a esperadíssima hora do buquê, a análise olfativa. Aproximei a taça do nariz com o vinho parado, para identificar os aromas. Primeiro, o "jovem". Não conseguia identificar coisa nenhuma. Pensei em dizer "vinho", mas me contive. Alexandre soprou: "Flores... frutas... uva...". Uva... uva... Sim, achei a uva. Bom, mas também... Depois, no intermediário, ele propôs "fermentação, manteiga e queijo". Manteiga, sim, e até um parmesão, quem sabe. E no evoluído, "aromas oriundos do envelhecimento em madeira com 'notas' de baunilha, chocolate, cravo, canela... charuto". Xii. Madeira? Sim! Baunilha? Talvez. Charuto? No way. Depois girei a taça e tornei a levá-la ao nariz. Pareceu mesmo que os buquês sugeridos começavam a tomar forma. E então chegou o momento de beber os vinhos. Senti de cara um certo amargor na boca, que parecia se dissipar à medida que encontrava as "notas" (com ajuda do mestre, claro). Depois foi a vez de comer um queijo e provar a bebida, a "harmonização". A comida, sem dúvida, muda seu sabor.

Se, como eu imaginava no início, havia um truque que eu precisava aprender para o bem da degustação, não aprendi. Mas percebi que vinho exige uma fruição lenta e por todos os sentidos. Bem, a audição talvez não.

Nesse momento tive um flashback do filme Sideways, que se passa na região vinícola de Santa Barbara, na Califórnia. Miles, escritor frustrado, é louco por vinhos pinot noir. Num diálogo, sua amiga Maya pergunta:
"- Por que você gosta tanto de pinot?

- É uma uva difícil de cultivar. Amadurece cedo, não é uma sobrevivente como a cabernet, que cresce em qualquer lugar. A pinot necessita de atenção e cuidado [...]. E somente alguém que dedique tempo e atenção a ela é que consegue tirar sua máxima expressão. Mas e você? De onde vem o seu interesse por vinhos?

- [...] Gosto de pensar num vinho como uma coisa viva. Abrir uma garrafa de vinho hoje é diferente de abri-la em qualquer outro dia. Um vinho engarrafado está vivo, evolui e vai ficando mais complexo com o passar do tempo, até chegar ao seu ponto alto. E aí começa o seu constante e inevitável declínio."

Nessa hora pinta um climão, as mãos se encontram e sobe aquele pianinho de fundo. Ao falar de vinhos, Maya e Miles estão claramente falando deles mesmos.

De volta à Valduga, e sem que tivesse pintado qualquer clima entre Fabrício e Alexandre, saquei que era isso que ele buscava em mim. Puxar de algum ponto da minha memória gustativa o paladar que aqueles vinhos evocavam. Se naquele momento eu visse o meu próprio rosto, tenho certeza que veria um sorriso meio bobo, meio sei lá... homem-bouquet. Ao escrever essas palavras, tantos dias depois, até me emociono.

Deixei o Rio Grande com um merlot de notas sutis de baunilha, taninos macios e retrogosto prolongado na mala. De hoje em diante, ai de quem chegar lá em casa com uma garrafa azul."

Por: Fabrício Brasiliense | Foto: Marcelo Cúria / P2
Matéria publicada em Viagem e Turismo