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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Rivaroxabana : Xarelto

Rivaroxabana : Xarelto (R)

A rivaroxabana é um inibidor direto altamente seletivo do fator Xa com biodisponibilidade oral.

Para relembrar, a ativação do fator X a fator Xa (FXa) por meio das vias intrínseca e extrínseca desempenha um papel central na cascata da coagulação sanguínea. O FXa converte diretamente a protrombina em trombina por meio do complexo de protrombinase e, finalmente, essa reação leva à formação do coágulo de fibrina e à ativação das plaquetas pela trombina.
 
Uma molécula de FXa é capaz de gerar mais de 1.000 moléculas de trombinapela natureza de amplificação da cascata da coagulação. Além disso, a taxa de reação do FXa ligado à protrombinase aumenta 300.000 vezes, em comparação à do FXa livre e causa uma descarga explosiva de geração de trombina. Os inibidores seletivos de FXa podem encerrar a descarga amplificada de geração de trombina.
 
Não há necessidade de monitorar os parâmetros de coagulação durante o tratamento com rivaroxabana.

Indicações atuais:

- Prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes que se submetem à artroplastia eletiva do quadril ou do joelho.
- Tratamento da trombose de veia profunda (TVP), e prevenção da TVP recorrente e embolia pulmonar (EP) seguida de TVP aguda.
- Prevenção de AVC e embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial não valvular.

Um dos estudo sobre a droga abaixo:

ROCKET AF: rivaroxabana para prevenção contra o AVC na fibrilação atrial

  • Fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum e aumenta consideravelmente o risco de AVC
  • Fatores de risco adicionais como idade, sexo e condições médicas concomitantes (incluindo insuficiência cardíaca e diabetes mellitus) agravam o risco de AVC
  • Os antagonistas da vitamina K, como a varfarina e acenocumarol, são o padrão atual de tratamento para prevenção de AVC na FA mas sua administração é desafiadora na prática clínica
  • Embora os antagonistas da vitamina K sejam eficazes eles têm um perfil farmacológico imprevisível que necessita de monitoramento de rotina da coagulação e ajuste de dosagem a fim de garantir que os pacientes continuem dentro da faixa terapêutica
  • Apesar das recomendações das diretrizes, menos de 55% dos pacientes com FA que precisam da anticoagulação a recebem
  • Apenas 1 em 10 pacientes com FA estavam recebendo anticoagulação adequada no momento do primeiro AVC

ROCKET AF: rivaroxabana uma vez ao dia versus varfarina com ajuste da dose

ROCKET AF comparou a eficácia e segurança de rivaroxabana uma vez ao dia com a varfarina para a prevenção do AVC e da embolia sistêmica em pacientes com FA não valvular para os quais as diretrizes de tratamento recomendam anticoagulação oral.
 
Objetivo
O objetivo principal do ROCKET FA era avaliar se rivaroxabana uma vez ao dia era não-inferior quanto varfarina com ajuste de dose para a prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com FA não valvular com alto risco de AVC.

Projeto do estudo

ROCKET AF foi um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego, multicêntrico, grupo paralelo, controle ativo de 14.264 pacientes com FA não valvular e histórico de AVC, AIT ou embolismo sistêmico, ou com pelo menos dois fatores de risco para AVC. Os pacientes foram randomizados para receber:
  • Rivaroxabana 20 mg uma vez ao dia (15 mg uma vez ao dia para pacientes com dano renal moderado ao início do tratamento [clearance de creatinina de 30 a 49 ml/min.])
  • Varfarina administrada com a finalidade de obtenção de RNI de 2,5 (variação 2,0 a 3,0)
Para preservar o caráter cego do estudo, todos os grupos se submeteram ao monitoramento de rotina de coagulação conforme necessário com a varfarina. Os valores de controle do índice internacional normalizado foram fornecidos para os pacientes que receberam rivaroxabana.

Critérios de inclusão

O estudo foi projetado para avaliar uma população adulta de paciente com risco de FA de moderado a alto, persistente ou paroxístico e:
  • AVC, ataque isquêmico transitório ou embolismo sistêmico anteriores; ou
  • Dois ou mais fatores de risco para AVC incluindo: insuficiência cardíaca clínica e/ou fração de ejeção ventricular esquerda ≤35%, hipertensão, idade ≥75 anos ou diabetes mellitus
  • Pacientes com apenas dois fatores de risco de AVC foram limitados a 10% dentre a população total do estudo, com o restante dos pacientes necessitando três ou mais fatores de risco, ou com AVC, ataque isquêmico transitório, ou embolia sistêmico anteriores

Desfechos do estudo

  • O desfecho primário de eficácia era o desfecho composto por AVC (isquêmico ou hemorrágico) e embolia sistêmica
  • O principal resultado de segurança era a composição de sangramento grave e sangramento não grave clinicamente relevante
Original Article:

Rivaroxaban versus Warfarin in Nonvalvular Atrial Fibrillation




Pradaxa® versus Warfarina no Tratamento de Tromboembolismo

Pradaxa® versus Warfarina no Tratamento de Tromboembolismo

Artigo recente do New England destaca as vantagens do medicamento Pradaxa® (Etexilato de Dabigatrana) no tratamento prolongado de tromboembolismo venoso, devido as suas doses fixas e a não necessidade de controle laboratorial. Eles compararam, em dois estudos duplo-cego randomizados diferentes, o uso de Pradaxa® (150 mg 2x/dia) com Warfarina ou com placebo.

O Pradaxa® mostrou-se eficaz no tratamento de tromboembolismo venoso, e apresentou menor taxa de sangramento ativo, clinicamente relevante, em relação a Warfarina, mas maior taxa do mesmo desfecho em relação ao placebo. Outro dado importante foi que síndromes coronarianas agudas foram encontradas em 0.9% dos pacientes usando Pradaxa® (semelhante no grupo utilizando placebo), taxa quase cinco vezes maior do que pacientes usando Warfarina.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose

Dia 16 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, instituído oficialmente pelo governo brasileiro. Assim como o infarto do miocárdio e as infecções hospitalares, a Trombose Venosa Profunda, e sua principal complicação, a Embolia Pulmonar, fazem parte da lista das doenças mais prevalentes em pacientes hospitalizados e estão entre as principais causas de óbito hospitalar. 

Somente o Tromboembolismo Venoso (TEV) – termo usado para descrever a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar é responsável por 10% dos óbitos em hospitais. O TEV é considerado hoje um grande problema de saúde pública e traz impacto social e econômico para os governos.  No Brasil, dados do SUS mostram que, entre janeiro de 2008 e agosto de 2010, por exemplo, foram gastos R$ 46.673.330,73 com internações por tromboembolismo venoso. 

Fatores de Risco: 

Há vários fatores de risco associados ao tromboembolismo venoso, que predispõem o indivíduo à doença, como idade acima de 40 anos, obesidade, imobilidade, presença de varizes nas pernas, entre outros. Porém, têm mais chances de desenvolver o TEV os pacientes que combinam esses fatores de risco com a mobilidade reduzida devido a uma cirurgia, por exemplo, ou qualquer situação que o obrigue a ficar determinado tempo imobilizado como viagens longas (aérea e ônibus ), paralisias etc). No protocolo de prevenção de TEV operacionalizado pela SAEL, Serviço de Anestesia Espirito Santense, no Hospital Meridonal, o anestesista realiza a classificação do risco e dá a primeira dose quando indicada.

Para acompanhar notícias e dicas para desenvolver a prevenção, vá ao blog Todos contra TEV.

Ficam as dicas sobre os pacientes sob risco de desenvolver o TEV: 

Tabagistas
Idade acima de 40 anos
Excesso de peso (obesidade)
Presença de varizes nas pernas
Gravidez (risco quatro vezes maior)
Pós-parto (3-5 vezes maior do que na gravidez )
Diversos tipos de câncer: as células cancerosas podem levar a um estado de hipercoagulabilidade do sangue 
AVC (Acidente Vascular Cerebral)
Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (risco de TVP por volta de 70% )
Doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas
Doenças agudas, como o infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia
Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamento hormonais
Fraturas ósseas

Um pouco sobre o Tromboembolismo Venoso: 

O Tromboembolismo Venoso (TEV) é um termo usado para descrever o bloqueio do fluxo de sangue dentro de um vaso sanguíneo por um coágulo ou trombo, que apresenta duas manifestações distintas: a Trombose Venosa Profunda (TVP), quando surge a formação do coágulo na veia profunda da perna, coxa ou pelve, e a sua maior complicação, a Embolia Pulmonar, quando o trombo cai na circulação sanguínea e segue em direção aos pulmões. Dependendo do grau de obstrução nos pulmões, os sinais podem variar deste uma respiração mais curta até sintomas graves, muitas vezes fatais.  

Referências 

1. Geerts WH, e tal. Prevention of venous thromboembolism: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines (8th Edition). Chest. 2008;133(6 Suppl):381S-453S. 
2. Wheeler AP. Identifying at-risk patients for venous thromboembolism prophylaxis. In: Merli GJ, ed. Thrombosis Prophylaxis of Venous Thromboembolism. Bridgewater, NJ: Elsevier; 2005 . p. 9- 
3. Geerts WH, et al. Prevention of venous thromboembolism: the Seventh ACCP Conference on Antithrombotic and Thrombolytic Therapy. Chest. 2004;126(3 Suppl):338S-400S.

Um video sobre o assunto:

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dicas de textos e protocolos sobre profilaxia de TEV

O projeto diretrizes da AMB congrega três bons textos que descrevem as ações profiláticas contra tromboembolismo venoso - TEV.
Vale a lida e a distribuição na ciaxa de emails!

Para leitura, clique direto aqui:


Tromboembolismo  Venoso :  Profilaxia   em Pacientes  Clínicos  – Parte I
Tromboembolismo  Venoso :  Profilaxia   em Pacientes  Clínicos  – Parte II


A disciplina de clínica médica do HC da FMUSP tem um projeto interessante de educação para profilaxia de TEV. Vale a visita no site http://www.profilaxiadetev.org/

A empresa Sanofi Aventis tem um projeto importante, valorizando alguns Hospitais, tornando-os referência na prevenção da TEV. Os hospitais recebem o selo SAFETY ZONE e fazem parte de uma rede que participa de atualizações frequentes.


No site da empresa há dicas que podem ser repassadas aos pacientes.
Veja clicando aqui: Sanofi Aventis


Veja algumas dicas:


O que eu posso fazer para ajudar a evitar o tromboembolismo venoso?

TEV é uma doença comum, mas que pode ser evitada através de medidas preventivas. Fale com seu médico. Com base em um simples questionário, ele pode determinar com precisão o seu risco e determinar a profilaxia necessária. O TEV pode ser grave, mas a avaliação do risco é simples e o tratamento preventivo também. Tire o TEV do seu caminho.

Importante
Em caso de baixo risco para TEV, essas medidas geralmente poderão ser suficientes. Em contrapartida, para riscos mais elevados, seu médico poderá recorrer ao uso de medicamentos, durante todo o período em que a situação de risco elevado estiver presente, para tentar minimizar o alto risco de TEV.
A importância do tratamento, também está no fato de que mais de 25% dos casos de TVP podem evoluir para a chamada Síndrome Pós-trombótica (pós-flebítica) nos cinco anos seguintes, provocando dores e podendo levar à invalidez dos membros inferiores, com importante custo sócio-econômico.
Atenção
Todos os procedimentos modernos para a prevenção do TEV baseiam-se na identificação do tipo de fator de risco de cada paciente. Os tipos de fator de risco servem então de fio condutor para escolha do tratamento profilático mais adequado.

Prevenção de trombose pós-cirurgia

Uma das etapas da cirurgia segura é proteger o paciente contra eventos tromboembólicos. Para isso, algorritmos bem definidos devem ser implantados ainda no pré-operatório visando o diagnóstico e a preparação adequada do paciente. Não menos importante é a manutenção da profilaxia no pós-operatório, evento crítico no desenvolvimento de fenômenos tromboembólicos.