Mostrando postagens com marcador ventilação mecânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ventilação mecânica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Euroanesthesia 2013, Sir Robert Macintosh lecture, Anaesthesia and the lung: can oxygen be harmful?

Sir Robert Macintosh lecture: Anaesthesia and the lung: can oxygen be harmful?

Professor Göran Hedenstierna, Uppsala, Hospital Universitário de Uppsala, Suécia.

Este ano, a conferência Sir Robert Macintosh foi com o tema: anestesia e pulmão: pode o oxigênio ser prejudicial?

A anestesia geral reduz a capacidade residual funcional (CRF) e promove
colabamento das vias aéreas. A razão disto é a perda de tônus muscular respiratório que permite que as forças elásticas do pulmão puxem a parede do tórax, reduzindo o volume pulonar. A Resistência nos pulmões de pessoas saudáveis ​​pode, sob
anestesia, alcançar àquela de pessoas com asma moderada a grave. Comumente o oxigênio (O2) é respirado em altas frações inspiradas durante a indução da anestesia, e o aumento da concentração de O2 é dado durante a cirurgia para se reduzir o risco de hipoxemia. No entanto, o O2 é rapidamente absorvido, colabando as vias aéreas, causando colapso pulmonar (atelectasia) e shunt. A atelectasia ocorre em algum grau em 90% dos pacientes anestesiados e pode ser um locus para a infecção e pneumonia no pós-operatório. Hedenstrierna discutiu que as complicações pulmonares pós-operatórias foram encontrados em 2-20% dos pacientes após a cirurgia não cardíaca. E em um estudo retrospectivo enorme de 161.000 pacientes após uma cirurgia não cardíaca, pneumonia foi encontrada em 1,5%. "Isso pode não parecer terrivelmente alto, mas a mortalidade foi de 21% neste grupo", ou seja, 1/5 dos pacientes que complicaram com infecção pulmonar no pós-operatório foram a óbito.

Medidas para prevenir atelectasia e, possivelmente, reduzir as complicações pulmonares pós-operatórias são baseados em moderar o uso de oxigênio e preservação ou restauração da FRC. Pré-oxigenação com 100% de O2 causa atelectasia e deve ser seguido por uma manobra de recrutamento (inflação a uma pressão das vias aéreas de 40 cm H2O por 10 segundos e às pressões das vias aéreas superiores em pacientes com redução da complacência abdominal (obesos e pacientes com desordens abdominais). Pré-oxigenação com 80% de O2 pode ser suficiente na maioria dos pacientes sem aumento na dificuldade em gerir as vias aéreas, mas o tempo de hipoxemia durante a apnéia diminui de média 7-5 min. Uma alternativa, possivelmente desafiadora, seria a indução da anestesia com PEEP para se evitar a queda da FRC, permitindo uma FIO2 de 100%. A PEEP contínua de 7-10 cm de H2O pode não necessariamente melhorar a oxigenação, mas deve manter o pulmão aberto até ao final do anestesia. Uma concentração de oxigênio inspirado de 30-40%, ou até menos, deve ser suficiente se o pulmão for mantido aberto. "O objetivo do regime anestésico deve ser entregar um paciente sem atelectasia para a enfermaria pós-operatória e para manter o pulmão aberto ", disse Hedenstierna.

Foi tambpem abordado como a formação de atelectasia tem dependência crítica do oxigênio inspirado em altas concentrações crescentes na pré-oxigenação durante a indução da anestesia. "Mais uma vez, há forte
dependência do  oxigênio. Pacientes que receberam O2 a 100% durante 3 min tinham atelectasia, em média, em 10% da superfície do pulmão (o que corresponde a 15-20% do tecido pulmonar). Uma pré-oxigenação com 80% de O2, durante um tempo semelhante causa muito menos atelectasia, com uma média de 2% ", ele demonstrou com tomografias computadoridas de tórax. Baixas concentrações de oxigênio reduzem atelectasia ainda mais.

Professor Hedenstierna também descreveu o papel negativo da aspiração das vias aéreas frente ao processo pode promover atelectasia. "É minha opinião que a aspiração das vias aéreas pode fazer mais dano do que benefício e é altamente questionável. Pelo menos, deve haver uma indicação clara para ela. "

Professor Hedenstierna mostrou suas conclusões / recomendações:
1. Pré-oxigenação com 100% de O2 deve ser seguido por um manobra de recrutamento para reabrir
alvéolos colapsados​ ou a indução da anestesia deve ser feita com CPAP / PEEP para manter CRF (que permitiria 100% de O2, sem formação de atelectasia), alternadamente. Pré-oxigenação com 80% de O2 pode ser aceitável no paciente com pulmão normal, não obesos, sem dificuldade antecipada de uma via aérea, seguido de uma inflação suave do pulmão (menor tempo de tolerância à apnéia, mas mais fácil de abrir vias aéreas fechadas por alvéolos colapsados​​).

2. Recrutamento pela inflação do pulmão a uma pressão das vias aéreas de 40 cm de H2O durante 10 segundos em pulmão saudável, pacientes com peso normal e às pressões das vias aéreas superiores em pacientes com redução da complacência abdominal (obesidade e pacientes com distúrbios abdominais) após pré-oxigenação com 100% de O2 e cada 30 minutos ou um contínuo uso da PEEP de 7-10 cm H2O.

3. Baixa concentração de oxigênio inspirado, 30-40%, ou mesmo menos, se não há necessidade de maior concentração.

4. Alta Concentração de oxigênio inspirado deve ser dada apenas em conjunto com PEEP.

5. Alta oferta de O2 com ou sem uma manobra de recrutamento e com ou sem aspiração das vias aéreas não deve ser feito rotineiramente, mas sobre a indicação.

6. Entregar um paciente sem atelectasia na enfermaria de pós-operatório e manter o pulmão aberto.







Fonte: Euroanesthesia 2013



sábado, 7 de julho de 2012

Recrutamento alveolar pós teste de apnéia



Vista frontal Hôpital Pitié Salpêtrière, entrada pelo Bd de l´Hôpital, Paris, França
Muito interessante a abordagem do grupo do Hôpital Pitié-Salpêtrière sobre recrutamento alveolar em paciente provável doador de pulmão.

Após teste de apnéia, há considerável queda da relação PaO2/FiO2 e essa pode ser melhorada com o recrutamento. Isso serve para todos os doadores. A garantia de boa relação ventilação perfusão vai nos ajudar em todos os órgãos!

Para download do artigo, clique aqui!

Benefit of a single recruitment maneuver after an apnea test for the diagnosis of brain death


Paries M, Boccheciampe N, Raux M, Riou B, Langeron O, Nicolas-Robin A



Introduction: Many potential lung transplants are lost because of hypoxemia during donor
management. We hypothesized that the apnea test, necessary to confirm the diagnosis of brain
death in potential lung donors, was involved in the decrease in the ratio of partial pressure of
arterial O2 to fraction of inspired O2 (PaO2/FiO2) and that a single recruitment maneuver
performed just after the apnea test can reverse this alteration.

Methods: In this case-control study, we examined the effectiveness of the recruitment
maneuver with a comparison cohort of brain dead patients who did not receive the maneuver.
Patients were matched one-to-one on the basis of initial PaO2/FiO2 and on the duration of
mechanical ventilation before the apnea test. PaO2/FiO2 was measured before (T1), at the end
(T2) and two hours after apnea test (T3).

Results: Twenty-seven patients were included in each group. The apnea test was associated
with a significant decrease in PaO2/FiO2 from 284 ± 98 to 224 ± 104 mmHg (P<0.001). The
decrease in PaO2/FiO2 between T1 and T3 was significantly lower in the recruitment
maneuver group than in the control group (-4 (-68 – 57) vs -61 (-110 – -18) mmHg, P=0.02).
The number of potential donors with PaO2/FiO2 > 300 mmHg decreased by 58% (95% CI:
28-85%) in the control group vs 0% (95% CI: 0-34%) in the recruitment maneuver group
(P<0.001).

Conclusions: The apnea test induced a decrease in PaO2/FiO2 in potential lung donors. A
single recruitment maneuver performed immediately after the apnea test can reverse this
alteration and may prevent the loss of potential lung donors.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ventilação, John West, aula 2


Fisiologia respiratória, John West, aula 1

John West nasceu em Adelaide, Austrália em 1928. E após seu primeiro ano de faculdade na Austrália quando jovem, mudou-see para Londres na Escola Real de Medicina, Hammersmith Hospital, inicialmente com os drs. Philip Hugh-Jones e Charles Fletcher. Por toda sua vida, dedicou-se ao estudo da fisiologia pulmonar, com trabalhos que serviram de base tanto na altitude do Himalaia até a falta de gravidade das viagens espaciais. 

Dr. West se juntou ao corpo docente da Universidade da Califórnia em San Diego, na primavera de 1969 e professor lá desde então. Sua pesquisa tem variado ao longo de um vasto campo, incluindo um extenso estudo de desigualdade ventilação-perfusão no pulmão. Dr. West era o encarregado do curso de fisiologia para o primeiro ano de Medicina da UCSD por 35 anos e sua descrição de fisiologia respiratória: The Essentials foi traduzido para 13 idiomas e é utilizado em todo o mundo.

Nos próximos videos, serão abordados temas fundamentais da fisiologia pulmonar pelo próprio professor, com sua vitalidade e paixão sensível pelo assunto. Os videos serão publicados separadamente para facilitar sua visualização!

Boa aula e bom proveito!





Fonte: Division of Physiology, School of Medicine, University of California, San Diego

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A preliminary report on the 1952 poliomyelitis epidemic in Copenhagen with special reference to the treatment of acute respiratory insufficiency.


A preliminary report on the 1952 poliomyelitis epidemic in Copenhagen with special reference to the treatment of acute respiratory insufficiency.

Author: Lassen HCA
Lancet 1953; 1: 37–41

Summary
This paper describes the extraordinary events at Blegdan Hospital in Copenhagen during
the poliomyelitis epidemic of 1952.

Between 24 July and 3 December 1952, 2722 patients were admitted to the institution
with acute poliomyelitis. Of these, 866 had paralysis and 316 had some degree of
respiratory insufficiency. In 4 months, the hospital faced three times as many patients
with respiratory insufficiency as it had in the previous 10 years. At any one time, up to 70
patients required ventilatory support, and Dr Lassen candidly admits that the hospital was
in ‘a state of war’.

At the start of the battle, negative pressure devices were the standard tools for ventilatory
support. However, the hospital possessed only one tank and six cuirass respirators.
Furthermore, results using this equipment in the sporadic cases before the epidemic were
poor (mortality 80%), and had not been improved by the introduction of tracheostomy
in 1948.

The equipment and techniques available for patients with respiratory failure at the outbreak
of the epidemic were inadequate, and this was reflected in mortality of 87% during
the first month. At this point, after consultation with anesthetist Dr Bjorn Ibsen, treatment
for these cases was changed to include:

1. Early tracheostomy just below the larynx in those unable to maintain an unobstructed
airway.
2. Suctioning and bronchoscopy via the tracheostomy.
3. Postural drainage.
4. Positive pressure ventilation via a cuffed rubber tube inserted into the tracheostomy
(see Figure1-2).

Fig. 1-1. Typical equipment available for respiratory failure in 1952: an iron lung (left) and a Kifa cuirass (right). (Image of child in iron lung reproduced courtesy of the WHO Global Polio Eradication Initiative. Image of adult reproduced from Lassen HCA (ed). Management of Life-threatening Poliomyelitis. Edinburgh: E & S Livingstone, 1956.)



Fig. 1-2. A polio patient with respiratory insufficiency being ventilated manually via a tracheostomy (left).
A schematic diagram of the ventilation circuit is shown. (Figures reproduced from Lassen HCA (ed). Management of Life-threatening Poliomyelitis. Edinburgh: E & S Livingstone, 1956.)


Two hundred patients required continuous or intermittent ventilation, some over 3
months. Insufflation was carried out manually, by medical students working in shifts.

The change in mortality for cases of respiratory insufficiency following the introduction
of these techniques was striking, falling from 87% to 40%.


Related references
1. Drinker P, Shaw LA. An apparatus for the prolonged administration of artificial respiration.
A design for adults and children. J Clin Invest 1929; 7: 229–247.
2. Lassen HCA (ed). Management of Life-threatening Poliomyelitis. Edinburgh: E & S
Livingstone, 1956.


Key message
Mortality from acute respiratory insufficiency (due to poliomyelitis) can be reduced by
tracheostomy, suctioning, postural drainage, and positive pressure ventilation.

Why it’s important
This experience heralded the widespread use of positive pressure ventilation for acute
respiratory failure, and may be considered the beginning of the modern era of mechanical
ventilation, and indeed the origin of the specialty of intensive care medicine.

Strengths
This paper is both a landmark in medical science and a fascinating historical document.

Relevance
From the experiences gained in positive pressure ventilation, Lassen highlighted a number
of problems that would be investigated for decades. These included the deleterious effect
of prolonged insufflation on cardiac output, problems with weaning, and the benefits of
timing insufflation to coincide with spontaneous respiratory effort.




segunda-feira, 7 de março de 2011

CURSO TEÓRICO-PRÁTICO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA


CURSO TEÓRICO-PRÁTICO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA


a. Revisando a necessidade da ventilação mecânica (Pg 5)
b. Contextualizando a ventilação mecânica na história (Pg 6)
c. Conceitos de fisiologia envolvidos com ventilação mecânica invasiva (Pg 11)
d. Modos Básicos de Ventilação Mecânica Invasiva (VMI) (Pg 21)
e. Alguns Modos mais Avançados e Ciclagens em VMI (Pg 26)
f. Lesão Pulmonar Induzida pelo Ventilador (VILI) e Monitorização da Mecânica Ventilatória Global e Regional (Pg 33)
g. Influência da Ventilação Mecânica na Hemodinâmica: Interação Coração-Pulmão (Pg 55)
h. Ventilacão Mecânica Invasiva na Sd. da Angústia Respiratória Aguda (SARA) (Pg 61)
i. Ventilação Mecânica Invasiva nas Sd. Obstrutivas: Asma e DPOC (Pg 64)
j. Ventilação Mecânica Não Invasiva (Pg 70)
k. Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (Pg 75)
l. Traqueostomia em UTI (Pg 82)
m. Retirada da Ventilação Mecânica Invasiva (Pg 88)
n. Bibliografia Recomendada (Pg 92)

Para download clique aqui