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terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
JASB 2013: programa final

04 e 06 de julho de 2013
Centro de Convenções do Hotel Windsor Barra
Avenida Lúcio Costa, nº 2630 – 2º andar – Barra da Tijuca -Rio de Janeiro - RJ
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Lideranças médicas anunciam mobilização nacional contra proposta do Governo
| Lideranças médicas anunciam mobilização nacional contra proposta do Governo |
| Qua, 26 de Junho de 2013 16:59 |
No próximo dia 3 de julho, médicos de todo o país realizam o dia nacional de mobilização contra a importação de médicos formados fora do Brasil sem a revalidação do diploma. Esta é uma das ações anunciadas nesta quarta-feira (26), durante assembleia realizada em São Paulo e que reuniu cerca de 200 lideranças médicas de todo o país. Durante o encontro, que contou com membros do Conselho Federal de Medicina (CFM) e conselhos regionais, foi elaborada uma Carta Aberta aos médicos e à população brasileira, que explica: “a reação das entidades médicas simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública”.
“As decisões anunciadas pelo Governo que afetam a saúde pública brasileira demonstram a incompreensão das autoridades ao apelo manifesto nas ruas”, aponta o documento. Como solução para o problema da falta de profissionais de saúde em áreas remotas e nas periferias, as lideranças médicas anunciaram o esforço conjunto pela aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 454/2009, que cria a carreira médica nos serviços públicos federal, estadual e municipal, semelhante à de juízes e promotores. Segundo as lideranças, a medida evitaria a necessidade de importação de médicos sem aprovação do Revalida e, dessa forma, zelaria pela saúde da população.
No documento, os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas também esclareceram que as medidas que deverão ser colocadas em prática não deverão, sob nenhum aspecto, penalizar o paciente, “já tão prejudicado pelo abandono do Governo”.
Outra novidade anunciada será o lançamento, na próxima semana, do site SOS Saúde (www.sossaude.org.br), onde médicos, profissionais da saúde e a população poderão apresentar denúncias (com relatos, fotos e filmes). Este será um espaço público para divulgar a situação precária da rede pública em todo o país.
Confira abaixo a carta aberta aos médicos e à população brasileira.
OS MEDICOS NA LUTA EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA
As decisões anunciadas pelo Governo que afetam a saúde pública brasileira demonstram a incompreensão das autoridades ao apelo manifesto nas ruas. A vinda de médicos estrangeiros e a abertura de mais vagas em escolas médicas são medidas irresponsáveis, por expor a parcela mais carente e vulnerável da nossa população a profissionais mal formados e desqualificados.
A reação das entidades médicas simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública. Não é possível acreditar que medidas midiáticas dessa ordem resolverão o acesso e a qualidade do atendimento nos serviços de saúde. Não se trata de ação corporativista, mas corporativa, no sentido de unir a força das entidades em prol do bem comum e da vida dos brasileiros.
Por isso, nesta terça-feira (26), os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas, reunidos em São Paulo, decidiram por consenso intensificar a luta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas condições para o pleno exercício da Medicina. Portanto, seguem medidas que deverão ser colocadas em prática e que, sob nenhum aspecto, querem a penalização do paciente, já tão prejudicado pelo abandono do Governo. Dentre as ações constam:
1) Mobilização nacional dos médicos e da sociedade no dia 3 de julho (quarta-feira) em defesa do SUS e da Medicina de qualidade. Estão previstos passeatas, protestos, caminhadas, atos públicos e assembleias em todos os Estados para alertar a população para o problema. Locais e horários serão divulgados pelas entidades estaduais;
2) Apoiar a aprovação urgente da PEC 454 em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê uma carreira de Estado para o médico (semelhante ao que ocorre no Judiciário), único caminho para estimular a interiorização da assistência com a ida e fixação de médicos em áreas de difícil provimento;
3) Incentivar a coleta de 1,5 milhão de assinaturas para tornar viável a apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde + 10, que prevê mínimo de 10% da receita bruta da União em investimentos na saúde;
4) Defender a derrubada do Decreto Presidencial 7562, de 15 de dezembro de 2011, que modificou a Comissão Nacional de Residência Médica, tornando-a não representativa e refém dos interesses do Governo, o que sucateou a formação de médicos especialistas no país;
5) Atuar contra a importação de médicos estrangeiros sem revalidação de seus diplomas com critérios claros e rigorosos, conforme a prática mundial e o previsto na legislação vigente. Defendemos o uso do Programa Revalida, do Governo Federal, em seus moldes atuais;
6) Vistoriar as principais unidades de saúde do país, encaminhando denúncias ao Ministério Público e outros órgãos de fiscalização, revelando a precariedade da infraestrutura de atendimento que afeta pacientes e profissionais.
As entidades médicas informam que nesta semana estará disponível o site SOS Saúde (www.sossaude.org.br), onde médicos, profissionais da saúde e a população poderão apresentar denúncias (com relatos, fotos e filmes). Este será um espaço público para divulgar a situação precária da rede pública em todo o país.
Finalmente, as entidades declaram o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como persona non grata para a sociedade por adotar medidas eleitoreiras que colocam em risco a vida e a saúde dos brasileiros.
São Paulo, 26 de junho de 2013.
ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS RESIDENTES (ANMR) CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM) |
Euroanesthesia disponibiliza suas aulas em audio e video!
É sócio da Sociedade Européia de Anestesiologia?
Então aproveite a oportunidade de assistir em video no formato ppt com seu audio as aulas do Euroanesthesia 2013!
Excelente oportunidade de ver o que não deu tempo no evento pelas aulas concomitantes.
Na Jornada Virtual de Anestesia 2013 você vai poder assisitir as aulas ao vivo e interagir com os palestrantes. Mas também vai poder vê-las posteriormente quantas vezes quiser... simples assim! 1000 anestesistas conectados ao vivo e um número ilimitado de visualizações on line.
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@anest_virtual
domingo, 23 de junho de 2013
A SAÚDE PÚBLICA E A VERGONHA NACIONAL
A SAÚDE PÚBLICA E A VERGONHA NACIONALHá alguns anos, a presidente Dilma Rousseff foi vítima de grave problema de saúde. O tratamento aconteceu em centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras. O povo quer acesso ao mesmo e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias.
Por isso, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestam publicamente seu repúdio e extrema preocupação com o anúncio de “trazer de imediato milhares de médicos do exterior”, feito nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia de rádio.
O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional. Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados. Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS).
Será que os “médicos importados” - sem qualquer critério de avaliação ou com diplomas validados com regras duvidosas - compensarão a falta de leitos, de medicamentos, as ambulâncias paradas por falta de combustível, as infiltrações nas paredes e as goteiras nos hospitais? Onde estão as medidas para dotar os serviços de infraestrutura e de recursos humanos valorizados? Qual o destino dos R$ 17 bilhões do orçamento do Governo Federal para a saúde que não foram aplicados como deveriam, em 2012? Porque vetaram artigos da Emenda Constitucional 29, que se tivesse colocada em prática teria permitido uma revolução na saúde?
Os protestos não pedem “médicos estrangeiros”, mas um SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública, agravando. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Governos de países com economias mais frágeis investem mais que o Brasil no setor. Na Argentina, o percentual de aplicação fica em 66%. No Brasil, esbarra em 47%. O apelo desesperado das ruas é por mais investimentos do Estado em saúde. É assim que o Brasil terá a saúde e os “hospitais padrão Fifa”, exigidos pela população, e não com a “importação de médicos”.
A AMB, a ANMR, o CFM e a Fenam – assim como outras entidades e instituições, os 400 mil médicos brasileiros e a população conscientes da fragilidade da proposta de “importação” – não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e a vida de nossos cidadãos. Para tanto, tomarão tomas as medidas possíveis, inclusive jurídicas, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana.
ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB)
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS RESIDENTES (ANMR)
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM)
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Euroanaesthesia 2013 Photo Contest Winners
Euroanaesthesia 2013 Photo Contest Winners
O concurso compreendeu as seguintes categorias e os finalistas foram:
O concurso compreendeu as seguintes categorias e os finalistas foram:
- PEOPLE giving anaesthesia
- the PLACES they work
- SCIENCE in anaesthesia
- Alexander Milde, Germany
- Helmar Bornemann-Cimenti, Austria
- Chen-Hwan Cherng, Taiwan
- A. Lavinius Ungur, Germany
- Marcos Balbino, Brazil
- Gintas Amankavicius, Lithuania
- Zeltia Muñoz Cociña, Spain
- Ram Roth, United States
- Alexey Bukarev, Russia
- Laura Puertas, Spain
terça-feira, 11 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Euroanesthesia 2013, Ultrasound guided regional anaesthesia, what’s new?
Ultrasound guided regional anaesthesia - what’s new?
Peter Marhofer, Vienna, Austria, à direita
Olivier Choquet, Marseille, France, à esquerda
Na sessão, ‘Ultrasound guided regional anaesthesia - what’s
new?‘, a primeira apresentação ‘The Most Recent Developments in
Ultrasound Technology’ foi feita por Dr Peter Marhofer, Professor
of Anaesthesia and Intensive Care Medicine at Medical University of
Vienna, Austria. "Ultrassom ganhou enorme interesse para todas as especialidades médicas nos últimos tempos. Anestesistas usam ultrassom para anestesia regional, colocação de linhas intravasculares, ecocardiografia perioperatória e avaliação rápida de trauma abdominal e torácico ", disse Marhofer. "Avanços técnicos permitiram uma utilização mais ampla de procedimentos e métodos de diagnóstico na prática clínica diária ".
Professor Marhofer falou sobre uma gama de avanços técnicos do ultrassom em sua apresentação, incluindo: ecografia bidimensional de alta resolução; ultrassom tridimensional; tempo real tridimensional (quadridimensional) de ultrassom; posicionamento de sistema global (GPS) para melhor orientação da agulha; melhor visualização agulha para melhorar visualização da agulha bidimensional, maior freqüência de ultrassom entre 30 e 80 MHz e elastografia da onda de cisalhamento (a medição quantitativa da elasticidade do tecido local, o que está bem estabelecido no câncer da mama).
Alguns desses desenvolvimentos técnicos são puramente experimentais (ultrassom em quatro dimensões, GPS, freqüência mais alta) e alguns precisam de aplicações práticas para anestesistas (tridimensional, a elastografia da onda de cisalhamento). "Todas estas técnicas estão diretamente associados com a demanda por excelentes habilidades manuais e um alto nível de educação e formação ", diz Marhofer. "Futuros estudos experimentais e clínicos bem desenhados irão mostrar se algumas dessas técnicas encontrarão o seu caminho na prática clínica. Além disso, todas as técnicas acima são, do ponto de vista atual, dispendiosas e necessitam de uma exata avaliação econômica. Finalmente, a possível aplicação prática das novas tecnologias exige um cuidado no equilíbrio entre vantagens clínicas claras e potenciais desvantagens ", conclui.
Estamos bem distantes da realidade de uso até mesmo dos aparelhos atuais pela falta de formação suficiente no Brasil, pela dificuldade de retorno de todo o investimento financeiro na compra dos equipamentos pelos serviços privados e por falta de equipamentos ofertados pela indústria no Brasil. Foram cerca de uma dezena de empresas diferentes com aparelhos específicos expostos no setor de exposições!
Dr. Oliver Choquet (Hospital Universitário de Montpellier, França) apresentou na segunda
parte da sessão a aula intitulada '3 D/4D - útil para anestesia regional?
A ultrassonografia bidimensional em tempo real é, sem dúvida, uma dos maiores evoluções no campo das técnicas de anestesia regional para bloqueios nervosos periféricos e anestesia neuraxial. Ultrassonografia em 3D pode fornecer mais informação anatômica detalhada e melhor orientação espacial de que o bidimensional. Ultrassonografia 4D melhora a visualização de uma anatomia especial e oferece avaliação em tempo real da dispersão do anestésico local durante a anestesia regional guiada pelo ultrassom.
"Durante a última década, o desenvolvimento da tecnologia nos EUA permitiu utilização de USG 3D/4D para aplicações clínicas, especialmente nas áreas de obstetrícia, cardiologia, medicina vascular e, mais recentemente anestesia ", diz Choquet. Hoje em dia, estações de ultrassom oferecem tecnologia de imagem 3D/4D de alta performance como um modo ativo, com a aquisição de volume mais fácil e alta qualidade de imagem. Sondas mecânicas 3D estão disponíveis em vários sistemas, porque eles são mais rentáveis comparado-se com os atuais da geração 2D matriz-matriz. No futuro previsível, transdutores matriz-matriz que ainda estão sendo desenvolvidos são susceptíveis de constituir o meio predominante de aquisição de volume.
Imagens 3D referem-se às dimensões espaciais enquanto 4D refere-se a três dimensões espaciais associadas à dimensão de tempo (isto é, movimento). Enquanto ultrassonografia 2D permitem a percepção espacial da anatomia, comumente na transversal ou planos sagitais, a ultrassonografia 3D pode fornecer imagens adicionais de nervos e tecidos circundantes. Visualizar estruturas à partir de perspectivas originais pode melhorar a compreensão de uma determinada anatomia. Imagiologia 4D pode proporcionar visualização em tempo real de uma agulha, cateter ou a distribuição do volume em locais de
anestesia por várias imagens e planos sem qualquer movimento do transdutor.
Fonte: Euroanesthesia 2013
Peter Marhofer, Vienna, Austria, à direita
Olivier Choquet, Marseille, France, à esquerda
Na sessão, ‘Ultrasound guided regional anaesthesia - what’s
new?‘, a primeira apresentação ‘The Most Recent Developments in
Ultrasound Technology’ foi feita por Dr Peter Marhofer, Professor
of Anaesthesia and Intensive Care Medicine at Medical University of
Vienna, Austria. "Ultrassom ganhou enorme interesse para todas as especialidades médicas nos últimos tempos. Anestesistas usam ultrassom para anestesia regional, colocação de linhas intravasculares, ecocardiografia perioperatória e avaliação rápida de trauma abdominal e torácico ", disse Marhofer. "Avanços técnicos permitiram uma utilização mais ampla de procedimentos e métodos de diagnóstico na prática clínica diária ".
Professor Marhofer falou sobre uma gama de avanços técnicos do ultrassom em sua apresentação, incluindo: ecografia bidimensional de alta resolução; ultrassom tridimensional; tempo real tridimensional (quadridimensional) de ultrassom; posicionamento de sistema global (GPS) para melhor orientação da agulha; melhor visualização agulha para melhorar visualização da agulha bidimensional, maior freqüência de ultrassom entre 30 e 80 MHz e elastografia da onda de cisalhamento (a medição quantitativa da elasticidade do tecido local, o que está bem estabelecido no câncer da mama).
Alguns desses desenvolvimentos técnicos são puramente experimentais (ultrassom em quatro dimensões, GPS, freqüência mais alta) e alguns precisam de aplicações práticas para anestesistas (tridimensional, a elastografia da onda de cisalhamento). "Todas estas técnicas estão diretamente associados com a demanda por excelentes habilidades manuais e um alto nível de educação e formação ", diz Marhofer. "Futuros estudos experimentais e clínicos bem desenhados irão mostrar se algumas dessas técnicas encontrarão o seu caminho na prática clínica. Além disso, todas as técnicas acima são, do ponto de vista atual, dispendiosas e necessitam de uma exata avaliação econômica. Finalmente, a possível aplicação prática das novas tecnologias exige um cuidado no equilíbrio entre vantagens clínicas claras e potenciais desvantagens ", conclui.
Estamos bem distantes da realidade de uso até mesmo dos aparelhos atuais pela falta de formação suficiente no Brasil, pela dificuldade de retorno de todo o investimento financeiro na compra dos equipamentos pelos serviços privados e por falta de equipamentos ofertados pela indústria no Brasil. Foram cerca de uma dezena de empresas diferentes com aparelhos específicos expostos no setor de exposições!
Dr. Oliver Choquet (Hospital Universitário de Montpellier, França) apresentou na segunda
parte da sessão a aula intitulada '3 D/4D - útil para anestesia regional?
A ultrassonografia bidimensional em tempo real é, sem dúvida, uma dos maiores evoluções no campo das técnicas de anestesia regional para bloqueios nervosos periféricos e anestesia neuraxial. Ultrassonografia em 3D pode fornecer mais informação anatômica detalhada e melhor orientação espacial de que o bidimensional. Ultrassonografia 4D melhora a visualização de uma anatomia especial e oferece avaliação em tempo real da dispersão do anestésico local durante a anestesia regional guiada pelo ultrassom.
"Durante a última década, o desenvolvimento da tecnologia nos EUA permitiu utilização de USG 3D/4D para aplicações clínicas, especialmente nas áreas de obstetrícia, cardiologia, medicina vascular e, mais recentemente anestesia ", diz Choquet. Hoje em dia, estações de ultrassom oferecem tecnologia de imagem 3D/4D de alta performance como um modo ativo, com a aquisição de volume mais fácil e alta qualidade de imagem. Sondas mecânicas 3D estão disponíveis em vários sistemas, porque eles são mais rentáveis comparado-se com os atuais da geração 2D matriz-matriz. No futuro previsível, transdutores matriz-matriz que ainda estão sendo desenvolvidos são susceptíveis de constituir o meio predominante de aquisição de volume.
Imagens 3D referem-se às dimensões espaciais enquanto 4D refere-se a três dimensões espaciais associadas à dimensão de tempo (isto é, movimento). Enquanto ultrassonografia 2D permitem a percepção espacial da anatomia, comumente na transversal ou planos sagitais, a ultrassonografia 3D pode fornecer imagens adicionais de nervos e tecidos circundantes. Visualizar estruturas à partir de perspectivas originais pode melhorar a compreensão de uma determinada anatomia. Imagiologia 4D pode proporcionar visualização em tempo real de uma agulha, cateter ou a distribuição do volume em locais de
anestesia por várias imagens e planos sem qualquer movimento do transdutor.
Fonte: Euroanesthesia 2013
Euroanesthesia 2013, Exposure to general anaesthesia could increase the risk of dementia in elderly patients
Exposure to general anaesthesia could increase the risk of dementia in elderly by 35%
Francois Sztark - Bordeaux , France
A exposição à anestesia geral aumenta o risco de demência em idosos em 35%, pela pesquisa do Dr. François Sztark, INSERM e Universidade de Bordeaux, França.
Disfunção cognitiva ou POCD pode ser associada com demência vários anos mais tarde. POCD é uma complicação comum em pacientes idosos após cirurgia de grande porte. Tem sido proposto que existe uma associação entre POCD e o desenvolvimento de demência devido a um mecanismo patológico comum através do β peptídeo amilóide. Vários estudos experimentais sugerem que alguns anestésicos podem promover inflamação dos tecidos neurais que levam a POCD e ou doença de Alzheimer (DA), incluindo placas de β-amilóide e emaranhados neurofibrilares. Mas permanece incerto se POCD pode ser um precursor da demência.
Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o risco de demência associada à anestesia em uma coorte de base populacional de idosos (com 65 anos ou mais) em potencial. A equipe utilizou dados do estudo de três cidades, desenhado para avaliar o risco de demência e declínio cognitivo devido a fatores de risco vascular. Entre 1999 e 2001, o estudo 3C incluiu 9.294 residentes com 65 anos ou mais em três cidades francesas (Bordeaux, Dijon e Montpellier).
Os participantes com 65 anos ou mais foram entrevistados no início do estudo e, posteriormente, 2, 4, 7 e 10 anos após. Cada exame incluiu uma avaliação cognitiva completa com o rastreio sistemático de demência. A partir do acompanhamento de 2 anos, 7.008 participantes sem demência foram convidados a seguir o follow-up se eles tivessem uma história de anestesia (anestesia geral (GA) ou local / anestesia loco-regional (LRA)) desde o último acompanhamento. Os dados foram ajustados para ter em conta os potenciais fatores de confusão como status socioeconômico e comorbidades.
A idade média dos participantes foi de 75 anos e 62% eram mulheres. No 2 anos de follow-up, 33% dos participantes (n = 2309) relataram uma anestesia ao longo dos dois anos anteriores, com 19% (n = 1333) relatando uma GA e 14% (n = 948) a LRA. Um total de 632 (9%) participantes desenvolveram demência durante os 8 anos seguintes de acompanhamento, entre eles 284 provável DA e 228 DA possível, e os restantes, 120 com demência não-Alzheimer. Os pesquisadores descobriram que pacientes com demência eram mais propensos a ter recebido anestesia (37%) do que os pacientes sem demência (32%). Esta
diferença da anestesia foi devido a diferença nos números de pacientes que receberam anestesia geral, com 22% de pacientes dementes relatando um GA em comparação com 19% dos pacientes não dementes. Após o ajuste, os participantes com pelo menos uma GA sobre o follow-up teve um 35% maior risco de desenvolver a demência durante o follow-up em comparação com participantes sem anestesia.
Dr Sztark conclui que: "Estes resultados são a favor de um aumento do risco de demência vários anos após anestesia geral. Reconhecimento de POCD é essencial no manejo perioperatório de pacientes idosos. A longo prazo acompanhamento desses pacientes deve ser planejado. "
Bibliografia: Avidan et al. J Alzheimers Dis 2011; 24: 201-16. André D et al. Ann Fr Anesth Reanim 2011; 30: 37-46.
Francois Sztark - Bordeaux , France
A exposição à anestesia geral aumenta o risco de demência em idosos em 35%, pela pesquisa do Dr. François Sztark, INSERM e Universidade de Bordeaux, França.
Disfunção cognitiva ou POCD pode ser associada com demência vários anos mais tarde. POCD é uma complicação comum em pacientes idosos após cirurgia de grande porte. Tem sido proposto que existe uma associação entre POCD e o desenvolvimento de demência devido a um mecanismo patológico comum através do β peptídeo amilóide. Vários estudos experimentais sugerem que alguns anestésicos podem promover inflamação dos tecidos neurais que levam a POCD e ou doença de Alzheimer (DA), incluindo placas de β-amilóide e emaranhados neurofibrilares. Mas permanece incerto se POCD pode ser um precursor da demência.
Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o risco de demência associada à anestesia em uma coorte de base populacional de idosos (com 65 anos ou mais) em potencial. A equipe utilizou dados do estudo de três cidades, desenhado para avaliar o risco de demência e declínio cognitivo devido a fatores de risco vascular. Entre 1999 e 2001, o estudo 3C incluiu 9.294 residentes com 65 anos ou mais em três cidades francesas (Bordeaux, Dijon e Montpellier).
Os participantes com 65 anos ou mais foram entrevistados no início do estudo e, posteriormente, 2, 4, 7 e 10 anos após. Cada exame incluiu uma avaliação cognitiva completa com o rastreio sistemático de demência. A partir do acompanhamento de 2 anos, 7.008 participantes sem demência foram convidados a seguir o follow-up se eles tivessem uma história de anestesia (anestesia geral (GA) ou local / anestesia loco-regional (LRA)) desde o último acompanhamento. Os dados foram ajustados para ter em conta os potenciais fatores de confusão como status socioeconômico e comorbidades.
A idade média dos participantes foi de 75 anos e 62% eram mulheres. No 2 anos de follow-up, 33% dos participantes (n = 2309) relataram uma anestesia ao longo dos dois anos anteriores, com 19% (n = 1333) relatando uma GA e 14% (n = 948) a LRA. Um total de 632 (9%) participantes desenvolveram demência durante os 8 anos seguintes de acompanhamento, entre eles 284 provável DA e 228 DA possível, e os restantes, 120 com demência não-Alzheimer. Os pesquisadores descobriram que pacientes com demência eram mais propensos a ter recebido anestesia (37%) do que os pacientes sem demência (32%). Esta
diferença da anestesia foi devido a diferença nos números de pacientes que receberam anestesia geral, com 22% de pacientes dementes relatando um GA em comparação com 19% dos pacientes não dementes. Após o ajuste, os participantes com pelo menos uma GA sobre o follow-up teve um 35% maior risco de desenvolver a demência durante o follow-up em comparação com participantes sem anestesia.
Dr Sztark conclui que: "Estes resultados são a favor de um aumento do risco de demência vários anos após anestesia geral. Reconhecimento de POCD é essencial no manejo perioperatório de pacientes idosos. A longo prazo acompanhamento desses pacientes deve ser planejado. "
Bibliografia: Avidan et al. J Alzheimers Dis 2011; 24: 201-16. André D et al. Ann Fr Anesth Reanim 2011; 30: 37-46.
Euroanesthesia 2013, Sir Robert Macintosh lecture, Anaesthesia and the lung: can oxygen be harmful?
Sir Robert Macintosh lecture: Anaesthesia and the lung: can oxygen be harmful?Professor Göran Hedenstierna, Uppsala, Hospital Universitário de Uppsala, Suécia.
Este ano, a conferência Sir Robert Macintosh foi com o tema: anestesia e pulmão: pode o oxigênio ser prejudicial?
A anestesia geral reduz a capacidade residual funcional (CRF) e promove
colabamento das vias aéreas. A razão disto é a perda de tônus muscular respiratório que permite que as forças elásticas do pulmão puxem a parede do tórax, reduzindo o volume pulonar. A Resistência nos pulmões de pessoas saudáveis pode, sob
anestesia, alcançar àquela de pessoas com asma moderada a grave. Comumente o oxigênio (O2) é respirado em altas frações inspiradas durante a indução da anestesia, e o aumento da concentração de O2 é dado durante a cirurgia para se reduzir o risco de hipoxemia. No entanto, o O2 é rapidamente absorvido, colabando as vias aéreas, causando colapso pulmonar (atelectasia) e shunt. A atelectasia ocorre em algum grau em 90% dos pacientes anestesiados e pode ser um locus para a infecção e pneumonia no pós-operatório. Hedenstrierna discutiu que as complicações pulmonares pós-operatórias foram encontrados em 2-20% dos pacientes após a cirurgia não cardíaca. E em um estudo retrospectivo enorme de 161.000 pacientes após uma cirurgia não cardíaca, pneumonia foi encontrada em 1,5%. "Isso pode não parecer terrivelmente alto, mas a mortalidade foi de 21% neste grupo", ou seja, 1/5 dos pacientes que complicaram com infecção pulmonar no pós-operatório foram a óbito.
Medidas para prevenir atelectasia e, possivelmente, reduzir as complicações pulmonares pós-operatórias são baseados em moderar o uso de oxigênio e preservação ou restauração da FRC. Pré-oxigenação com 100% de O2 causa atelectasia e deve ser seguido por uma manobra de recrutamento (inflação a uma pressão das vias aéreas de 40 cm H2O por 10 segundos e às pressões das vias aéreas superiores em pacientes com redução da complacência abdominal (obesos e pacientes com desordens abdominais). Pré-oxigenação com 80% de O2 pode ser suficiente na maioria dos pacientes sem aumento na dificuldade em gerir as vias aéreas, mas o tempo de hipoxemia durante a apnéia diminui de média 7-5 min. Uma alternativa, possivelmente desafiadora, seria a indução da anestesia com PEEP para se evitar a queda da FRC, permitindo uma FIO2 de 100%. A PEEP contínua de 7-10 cm de H2O pode não necessariamente melhorar a oxigenação, mas deve manter o pulmão aberto até ao final do anestesia. Uma concentração de oxigênio inspirado de 30-40%, ou até menos, deve ser suficiente se o pulmão for mantido aberto. "O objetivo do regime anestésico deve ser entregar um paciente sem atelectasia para a enfermaria pós-operatória e para manter o pulmão aberto ", disse Hedenstierna.
Foi tambpem abordado como a formação de atelectasia tem dependência crítica do oxigênio inspirado em altas concentrações crescentes na pré-oxigenação durante a indução da anestesia. "Mais uma vez, há forte
dependência do oxigênio. Pacientes que receberam O2 a 100% durante 3 min tinham atelectasia, em média, em 10% da superfície do pulmão (o que corresponde a 15-20% do tecido pulmonar). Uma pré-oxigenação com 80% de O2, durante um tempo semelhante causa muito menos atelectasia, com uma média de 2% ", ele demonstrou com tomografias computadoridas de tórax. Baixas concentrações de oxigênio reduzem atelectasia ainda mais.
Professor Hedenstierna também descreveu o papel negativo da aspiração das vias aéreas frente ao processo pode promover atelectasia. "É minha opinião que a aspiração das vias aéreas pode fazer mais dano do que benefício e é altamente questionável. Pelo menos, deve haver uma indicação clara para ela. "
Professor Hedenstierna mostrou suas conclusões / recomendações:
1. Pré-oxigenação com 100% de O2 deve ser seguido por um manobra de recrutamento para reabrir
alvéolos colapsados ou a indução da anestesia deve ser feita com CPAP / PEEP para manter CRF (que permitiria 100% de O2, sem formação de atelectasia), alternadamente. Pré-oxigenação com 80% de O2 pode ser aceitável no paciente com pulmão normal, não obesos, sem dificuldade antecipada de uma via aérea, seguido de uma inflação suave do pulmão (menor tempo de tolerância à apnéia, mas mais fácil de abrir vias aéreas fechadas por alvéolos colapsados).
2. Recrutamento pela inflação do pulmão a uma pressão das vias aéreas de 40 cm de H2O durante 10 segundos em pulmão saudável, pacientes com peso normal e às pressões das vias aéreas superiores em pacientes com redução da complacência abdominal (obesidade e pacientes com distúrbios abdominais) após pré-oxigenação com 100% de O2 e cada 30 minutos ou um contínuo uso da PEEP de 7-10 cm H2O.
3. Baixa concentração de oxigênio inspirado, 30-40%, ou mesmo menos, se não há necessidade de maior concentração.
4. Alta Concentração de oxigênio inspirado deve ser dada apenas em conjunto com PEEP.
5. Alta oferta de O2 com ou sem uma manobra de recrutamento e com ou sem aspiração das vias aéreas não deve ser feito rotineiramente, mas sobre a indicação.
6. Entregar um paciente sem atelectasia na enfermaria de pós-operatório e manter o pulmão aberto.
Fonte: Euroanesthesia 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Harrison's Pulmonary and Critical Care Medicine
Harrison's Pulmonary and Critical Care Medicine
Download aqui:
http://www.mediafire.com/?ahjl5a62x9ao7xk
quarta-feira, 22 de maio de 2013
App Euroanesthesia 2013
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terça-feira, 21 de maio de 2013
Current Concepts in the Management of the Difficult Airway
Current Concepts in the Management of the Difficult Airway
by Carin A. Hagberg, MD
Gestão da via aérea difícil continua sendo uma das tarefas mais importantes e desafiadoras para os anestesistas. Esta revisão enfoca vários dispositivos alternativos de gestão das vias aéreas / técnicas e suas aplicações clínicas, com particular ênfase para a via aérea difícil ou falha de seu manuseio.
Current Concepts in the Management of the Difficult Airway
sábado, 18 de maio de 2013
Ventilação não invasiva previne reintubação.
Noninvasive ventilation immediately after extubation improves weaning outcome after acute respiratory failure: a randomized controlled trial
Susana R Ornico1, Suzana M Lobo1, Helder S Sanches1, Maristela Deberaldini1,Luciane T Tófoli1, Ana M Vidal1, Guilherme P Schettino2, Marcelo B Amato2, Carlos R Carvalho2 and Carmen S Barbas2*1 Department of Critical Care, Hospital de Base de São José do Rio Preto, Av.Brigadeiro Faria Lima 5544, Sao Jose do Rio Preto, Post Code: 150921-240, Brazil
2 Department of Pulmonary and Critical Care, University of Sao Paulo Medical School, Av. Dr Eneas de Carvalho Aguiar 44-2 andar, Sao Paulo, Post Code: 05403-900, Brazil
Abstract
Introduction
Noninvasive ventilation (NIV), as a weaning-facilitating strategy in predominantly chronic obstructive pulmonary disease (COPD) mechanically ventilated patients, is associated with reduced ventilator-associated pneumonia, total duration of mechanical ventilation, length of intensive care unit (ICU) and hospital stay, and mortality. However, this benefit after planned extubation in patients with acute respiratory failure of various etiologies remains to be elucidated. The aim of this study was to determine the efficacy of NIV applied immediately after planned extubation in contrast to oxygen mask (OM) in patients with acute respiratory failure (ARF).
Methods
A randomized, prospective, controlled, unblinded clinical study in a single center of a 24-bed adult general ICU in a university hospital was carried out in a 12-month period. Included patients met extubation criteria with at least 72 hours of mechanical ventilation due to acute respiratory failure, after following the ICU weaning protocol. Patients were randomized immediately before elective extubation, being randomly allocated to one of the study groups: NIV or OM. We compared both groups regarding gas exchange 15 minutes, 2 hours, and 24 hours after extubation, reintubation rate after 48 hours, duration of mechanical ventilation, ICU length of stay, and hospital mortality.
Results
Forty patients were randomized to receive NIV (20 patients) or OM (20 patients) after the following extubation criteria were met: pressure support (PSV) of 7 cm H2O, positive end-expiratory pressure (PEEP) of 5 cm H2O, oxygen inspiratory fraction (FiO2) ≤ 40%, arterial oxygen saturation (SaO2) ≥ 90%, and ratio of respiratory rate and tidal volume in liters (f/TV) < 105. Comparing the 20 patients (NIV) with the 18 patients (OM) that finished the study 48 hours after extubation, the rate of reintubation in NIV group was 5% and 39% in OM group (P = 0.016). Relative risk for reintubation was 0.13 (CI = 0.017 to 0.946). Absolute risk reduction for reintubation showed a decrease of 33.9%, and analysis of the number needed to treat was three. No difference was found in the length of ICU stay (P = 0.681). Hospital mortality was zero in NIV group and 22.2% in OM group (P = 0.041).
Conclusions
In this study population, NIV prevented 48 hours reintubation if applied immediately after elective extubation in patients with more than 3 days of ARF when compared with the OM group.
Aula sobre ventilação não invasiva no intra-operatório, clique aqui:
IV Encontro Multidisciplinar SOESTI
Para chegar lá, siga pela BR 101, partindo de Vitória! São 135 km em duas horas.
sábado, 11 de maio de 2013
Prescrição de antibióticos poderá ser feita com receita comum em duas vias!
Prescrição de antibióticos poderá ser feita com receita comum em duas vias!
Houve má interpretação da delibração da ANVISA sobre o tipo de receita necessária para prescrição de antibióticos, como citado no post Prescrição de antibióticos com receita de controle especial em duas vias.
A prescrição de antibióticos pode ser feita com receita comum, desde que ela tenha os dados necessários do paciente e do medicamento e seja feita em duas vias.
O esclarecimento foi feito ontem pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). A entidade convocou reunião com a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para discutir pontos da resolução que passou a valer em 28 de novembro de 2010.
De acordo com as novas regras, que valem para todos os antibióticos (pomadas, soluções orais e comprimidos), a compra só pode ser feita com a retenção da receita. A resolução também exige que a venda desses produtos seja registrada.
Segundo o CFM houve relatos de médicos com dificuldades para manter em seus consultórios receituários especiais de medicamentos controlados.
De acordo com a Anvisa, não é preciso adotar receita especial. Segundo a agência, houve uma confusão por parte dos profissionais de saúde, que entenderam que seria necessário um modelo específico de receita.
O texto da resolução diz que a venda de antimicrobianos "somente poderá ser efetuada mediante receita de controle especial, sendo a primeira via retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda devolvida ao paciente." A receita pode ser um impresso comum. Só é preciso que tenha as informações e seja em duas vias.
É diferente da receita de cor amarela ou azul, com numeração emitida pela Vigilância Sanitária e especial para substâncias como psicotrópicos ou entorpecentes.
A Anvisa também lançou um documento com perguntas e respostas, para esclarecer outras dúvidas sobre a medida.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1 Qual é, afinal, o modelo de receita para venda de remédios antimicrobianos?
A resolução não estabeleceu um modelo específico, indicando apenas as informações mínimas obrigatórias. A receita deve ter:
o nome do medicamento ou da substância dosagem ou concentração,e quantidade; nome do profissional com sua identificação profissional, endereço, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); identificação do usuário; identificação do comprador; data da emissão e identificação do registro de dispensação. A receita deve ter duas vias -uma ficará retida na farmácia e a segunda deve ser devolvida ao paciente como comprovante do atendimento.
2 Qual a validade da receita?
Dez dias em todo território nacional.
3 O médico poderá prescrever diferentes medicamentos na mesma receita?
Não há limites de quantos medicamentos diferentes podem ser prescritos em uma única receita. Porém, a receita deve ser usada uma única vez.
4 Existe uma quantidade máxima de unidades que podem ser vendidas por receita?
Não. A quantidade deve estar de acordo com a prescrição.
5 As farmácias e drogarias poderão vender esses remédios por meio remoto?
Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem realizar a dispensação de medicamentos solicitados por meio remoto como telefone, fac-símile (fax) e internet. É imprescindível a apresentação, avaliação e retenção da receita pelo farmacêutico para a dispensação desses medicamentos, mesmo solicitados à distância.
6 A venda poderá ser feita em quantidade maior ou menor que a prescrita na receita?
A venda, sempre que possível, deve atender exatamente à quantidade receitada. No caso da inexistência de embalagem fracionável ou que não contemple exatamente o tratamento prescrito, poderá ser vendida a embalagem imediatamente superior em quantidade.
1 Qual é, afinal, o modelo de receita para venda de remédios antimicrobianos?
A resolução não estabeleceu um modelo específico, indicando apenas as informações mínimas obrigatórias. A receita deve ter:
o nome do medicamento ou da substância dosagem ou concentração,e quantidade; nome do profissional com sua identificação profissional, endereço, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); identificação do usuário; identificação do comprador; data da emissão e identificação do registro de dispensação. A receita deve ter duas vias -uma ficará retida na farmácia e a segunda deve ser devolvida ao paciente como comprovante do atendimento.
2 Qual a validade da receita?
Dez dias em todo território nacional.
3 O médico poderá prescrever diferentes medicamentos na mesma receita?
Não há limites de quantos medicamentos diferentes podem ser prescritos em uma única receita. Porém, a receita deve ser usada uma única vez.
4 Existe uma quantidade máxima de unidades que podem ser vendidas por receita?
Não. A quantidade deve estar de acordo com a prescrição.
5 As farmácias e drogarias poderão vender esses remédios por meio remoto?
Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem realizar a dispensação de medicamentos solicitados por meio remoto como telefone, fac-símile (fax) e internet. É imprescindível a apresentação, avaliação e retenção da receita pelo farmacêutico para a dispensação desses medicamentos, mesmo solicitados à distância.
6 A venda poderá ser feita em quantidade maior ou menor que a prescrita na receita?
A venda, sempre que possível, deve atender exatamente à quantidade receitada. No caso da inexistência de embalagem fracionável ou que não contemple exatamente o tratamento prescrito, poderá ser vendida a embalagem imediatamente superior em quantidade.
Autor/Fonte: Anvisa
sábado, 4 de maio de 2013
Algumas regras de ouro em anestesiologia
As regras de ouro em anestesiologia
Segurança e qualidade nos são exigidas a cada procedimento. Para obtê-las, tenha sempre em mente algumas regras de ouro!
1.Conheça e prepare o paciente adequadamente
Não é prudente anestesiar qualquer pessoa com várias comorbidades.Deve-se obter informações suficientes sobre os medicamentos que o paciente está recebendo a fim de buscar interação medicamentosa desses medicamentos com anestésicos. Alguns simples, mas outros bem complexos e, por vezes, perigoso. Prepare seu paciente, corrija desidratação, anemia grave, diabetes, insuficiência cardíaca, hipertireoidismo. Identificar doenças pré-existentes ajuda o anestesista na estratificação de risco adequada dos casos para um plano adequado da técnica de anestesia.Explicação detalhada da anestesia deve ser oferecida ao paciente e um consentimento informado deve ser obtido.
2. Mantenha o jejum adequado, mesmo para anestesia local
Se houver náuseas e vômitos, menos provável de estar cheio seu estômago. No caso de falha da anestesia local ou toxicidade com envolvimento do SNC pelos anestésicos locais, podemos ter que administrar anestesia geral ou mesmo ressuscitar o paciente. Mais seguro de estômago vazio!
3. Conheça o material a sua volta e use mesa cirúrgica adequada
Mesmo se estiver de jejum, ele pode vomitar. Você deve ser capaz de mudar a posição da mesa, posicionando a cabeça para o lado e cabeça e tronco para baixo. Assim, será menor a chance de aspiração.
4. Verifique os seus medicamentos e equipamentos
Antes do cada início da anestesia, especialmente se você estiver usando equipamentos mais complexos ou fora do seu uso rotineiro. Equipamentos para preservar a via aérea deve estar pronto ao lado das drogas. Fármacos para tratar situações de emergência devem estar disponíveis e identificados. Os aparelhos de anestesia e os monitores devem ser verificados de acordo com rotina de verificação dos protocolos do serviço.
5. Mantenha o aspirador de secreções pronto para uso
Ao pensar na técnica anestésica adequada ao seu paciente, lembre-se sempre do seu aspirador
6. Mantenha vias aéreas abertas
Pode ser obstruída a qualquer momento durante a sedação. Tenha cânulas de Guedel de vários tamanhos e cânulas nasofaríngeas à sua disposição. Teste seu laringoscópio na sua chegada à sala operatória e reveja os tamanhos de máscaras laríngeas e tubos orotraqueais aos seu dispor.
7. Seu paciente pode necessitar ser ventilado
Tenha um dispositivo bolsa-válvula-máscara com reservatório ligado ao oxigênio. Pode precisar entubar o paciente, portanto laringoscópio, tubos traqueais, introdutores e cateteres devem estar testados.
8. Tenha acesso venoso garantido
Sempre pense no calibre de forma proporcional ao ato, mas também de forma proporcional às complicações possíveis. Para infusão rápida de fluidos, escolha veias periféricas. Acesso venoso central, deixe para drogas.
9. Monitor de pulso e pressão arterial são necessários, mas não vão dizer tudo
Monitorize continuamente, mas veja os dados pela tendência. Além disso, outras monitorizações serão necessárias para escolha de melhor conduta. Use saturação venosa central, monitorização não invasiva e procure se aprimorar com novas técnicas como ecocardiografia intra-operatória.
10. Sempre tenha alguém na sala que possa fornecer ajuda
Pense em manobra de compressão da cartilagem cricóide na dúvida do jejum. Tenha alguém para aplicar os medicamentos na indução ou ajudar o paciente a se posicionar nas técnicas regionais.
Vigilância acima de tudo! Tem mais sugestões? Deixe seu recado!
Fontes
1)DR.M KHAN SHERIEF, PONKUNNAM, KERALA, India. http://anaesthesiatoday.blogspot.com.br/
2) Primary Anaesthesia Edited by Maurice King, Oxford University Press 1992
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Distribuição de Anestesiologistas Inscritos na II JOVA
Em dez dias, 1000 inscrições!
A II Jornada Virtual de Anestesiologia promete trazer aos seus participantes um resumo das principais discussões do Congresso Europeu de Anestesiologia.
Os palestrantes irão captar os ensinamentos durante o Congresso em Barcelona no início de junho e transmitirão ao vivo pelo site da JOVA em 3 de agosto.
Não se inscreveu?
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)
O Ministério da Saúde lançou no início do mes de abril a portaria Nº 529 que institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que tem por objetivo geral contribuir para a qualificação do cuidado em saúde, incluido a inclusão do tema no ensino técnico, de graduação e pós-graduação.
Para lê-la na íntegra, clique aqui.
Também a ANVISA deixa em Consulta Pública (clique aqui) uma proposta de RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) com as possíveis ações para a efetiva implementação do PNSP. A consulta pública está disponível tanto para pessoas jurídicas quanto a pessoa física, de modo que sugestões possam vir a ser estudadas no Comitê de Implementação do PNSP, também criado na referida Portaria 529/2013 MS.
terça-feira, 16 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Condutas em Anestesia Obstétrica – 1ª edição
Condutas em Anestesia Obstétrica – 1ª edição
EDITORA: Elsevier
PÁGINAS: 320 FORMATO: 13x21cm
EDITORA: Elsevier
PÁGINAS: 320 FORMATO: 13x21cm
PREÇO SUGERIDO: R$ 85,00
Resultado da parceria entre a anestesiologista Dra.
Monica Siaulys e o Grupo Santa Joana, Condutas
em Anestesia Obstétrica é um livro adequado à realidade brasileira que traz
a experiência de 200 mil casos vivenciados em maternidades do país. Aborda a
segurança e a efetividade da prática anestésica em grávidas normais e em
gestações de alto risco e, como manual de bolso, disponibiliza o material
necessário para a consulta rápida do anestesiologista e do residente.
Dra. Monica M. Siaulys é doutora em Anestesia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), diretora do Departamento de Anestesia do Hospital e Maternidade Santa Joana, e responsável pela Anestesia Obstétrica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Palestras Dra. Monica
Siaulys no COPA 2013
12/04 -
12h30 às 12h50 - Sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia grave: proteção
materno-fetal?
13/04 - 16h40 às 17h10 -
Acretismo placentário: importância dos procedimentos endovasculares.
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