sábado, 4 de agosto de 2012

Revistas on line gratuitas

Anaesthesia on Line








Anaesthesia on Line

Publicada pela Priory Revistas Médicas, fundada em 1994 como o primeiro editor web para revistas médicas em diferentes áreas, cada uma das quais está disponível para acesso livre. Anaesthesia On-line teve sua primeira edição em 1995.
http://www.priory.com/anaes.htm


The internet journal of anesthesiology
The Internet Journal of Anesthesiology
Inclui artigos originais, relatos de casos e revisões que estão no arquivo da Internet Scientific Publications LLC, reconhecido pelo Catálogo de Publicações da Biblioteca do Congresso Americano. Permite download de artigos em PDF.
http://www.ispub.com/journal/the-internet-journal-of-anesthesiology/

Update in Anaesthesia








Update in Anaesthesia

Revista oficial da WFSA. Destina-se a fornecer artigos de revisão claros, concisos e clinicamente relevantes orientados para anestesistas que trabalham em regiões com recursos limitados.
http://update.anaesthesiologists.org/










The Open Anesthesiology Journal
É um jornal de revisão, cujo objetivo é fornecer uma fonte de informação completa e confiável sobre os recentes avanços em todas as áreas relacionadas com a anestesiologia. Publicados como artigos de pesquisa, comentários, cartas e editoriais.
http://www.benthamscience.com/open/toatj/MSandI.htm


Anestesia en Mexico
Anestesia en México
Revista quadrimestral, de revisão, com artigos originais, relatos de caso, resenhas de livros, cartas ao editor, vídeos. Órgão Oficial da Federação Mexicana de Associações de Anestesiologia, AC
www.anestesiaenmexico.org

Anesthesia essays and researches
Anesthesia Essays and Researches
International Review, semestral, publicado pela Federação Pan-Arábica de Sociedades de Anestesiologia.
www.aeronline.org

Annals of Cardiac Anaesthesia










Annals of Cardiac Anaesthesia
Revista internacional da Indian Association of Cardiovascular Thoracic Anaesthesiologists.
www.annals.in

Indian Journal of Anaesthesia
Indian Journal of Anaesthesia
Revista bimestral com artigos originais, revisões, estudos de casos, atualizações terapêuticas em anestesia, terapia intensiva, reanimação, dor e educação. É a revista da Sociedade Indiana de Anaesthesisologists.
www.ijaweb.org

Journal of Anaesthesiology Clinical Pharmacology
Journal of Anaesthesiology Clinical Pharmacology
Revista quadrimestral de revisão, publicada pela Research Society of Anaesthesiology Clinical Pharmacology. Inclui artigos técnicos e clínicos relacionados a anestesia, dor, terapia intensiva e medicina perioperatória.

Korean Journal of Anesthesiology
Korean Journal of Anesthesiology
Jornal Oficial da Sociedade Coreana de Anestesiologia. Publicado desde 1956, mensalmente, artigos de revisão. Inclui temas de anestesia, Medicina Perioperatória, Dor e Terapia Intensiva.

Minerva Anestesiologica
Minerva Anestesiológica 
É uma revista mensal com temas dos cuidados em anestesia, reanimação e analgesia. Órgão oficial da Sociedade Italiana de Anestesiologia, Analgesia, Reanimação e Terapia Intensiva.

Revista Chilena de Anestesiologia
Revista Chilena de Anestesiología
Publicada 4 vezes ao ano. É o órgão oficial da Sociedad de Anestesiología de Chile.
www.sachile.cl

Revista Colombiana de Anestesiologia












Revista Colombiana de Anestesiología
Publicação trimestral da Sociedad Colombiana de Anestesiología y Reanimación.
www.revcolanest.com.co

Saudi Journal of Anaesthesia
Saudi Journal of Anaesthesia
É uma revista bimestral, o órgão oficial da Associação Árabe de Anestesia. Publica artigos peer-reviewed sobre temas atuais sobre anestesia e ciências afins. Promove a investigação e a comunicação entre hospitais e universidades na Arábia Saudita e demais países árabes.











Journal of Obstetric Anaesthesia and Critical Care
É o jornal oficial da Associação de Anestesistas para Obstetrícia criada na Índia. Publicada a cada seis meses, tem revisões e inclui artigos no campo da anestesia obstétrica, analgesia e cuidados intensivos na gravidez. Publicações de pesquisa clínica, comentários, editoriais, estudos de casos e comunicações breves.











The Middle East Journal of Anesthesiology
É uma revista do Departamento de Anestesiologia da American University of Beirut Medical Center. Publicada a cada quatro meses e inclui artigos originais, editoriais, comentários, cartas ao editor.


Anestesia, analgesia, reanimacion
Anestesia, Analgesia, reanimación
Revista semestral publicada pela Sociedade de Anestesiologia do Uruguai para difusão do conhecimento e pesquisa em anestesiologia.
www.scielo.edu.uy



domingo, 22 de julho de 2012

Pérolas do centro cirúrgico

O cirurgião falou para o anestesista antes do início da anestesia: 
- Eu sou o protagonista desta cirurgia!
E a resposta após o início da anestesia: 
- Errado: protagonista é o paciente, o nome da cirurgia é o nome do filme, vôce no máximo é ator coadjuvante e o diretor sou eu! Luz, câmera, ação!!! Pode começar!


do colega FC, amigo do Facebook!

sábado, 21 de julho de 2012

JOVA - 500 inscritos em 21 dias!


Agradecemos o interesse e a participação de todos!

500 inscrições realizadas e confirmadas!

Siga no twitter @anest_virtual e saiba em primeira mão as notícias do evento!

Curta a página no facebook anestesiavirtual e contribua com a doação de oxímetros para o projeto Lifebox! 

Lembre-se que nosso encontro será dia 1º de setembro de 2012!

Se não se inscreveu, poderá ter acesso às aulas gravadas posteriormente.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Doe sua voz!


A ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, por meio de campanha criada pela Leo Burnett Tailor Made, convida seus associados a participar de seu mais novo comercial de rádio. Trata-se de uma ação colaborativa na qual os internautas poderão doar sua voz e gravar uma palavra para o spot.

Clique no banner abaixo para ter acesso ao texto completo do comercial, escolha qual palavra doar e grave, tudo ali mesmo no Facebook.  

A mensagem da campanha enfatiza a importância da participação do público, uma vez que o comercial só será finalizado quando todas as palavras tiverem sido doadas: “Doe sua voz. Grave uma palavra deste texto. Dê vida ao comercial de rádio da ABTO”.

Divulgue essa campanha ! ! !


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Musicar - One direction


JOVA - Jornada Virtual de Anestesiologia


 :

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1o setembro 2012
Aulas especiais com transmissão ao vivo pela internet

Confira aqui a programação:

Início
Tema
Palestrante
9:00
Dor Aguda Pós-Operatória Guilherme Antônio Moreira de Barros
10:00
Drogas Adjuvantes em Anestesia Deise Martins Rosa
11:00
Anestesia Venosa vs Inalatória: Prós e Contras Fernando Nora
11:30
Anestesia Venosa vs Inalatória: Prós e Contras
Alexandra Rezende Assad
14:00
Manejo das Vias Aéreas Waston Vieira Silva
15:00
Anestesia Obstétrica e seus Desafios Carlos Othon Bastos
16:00
Tecnologia da Informação e Redes Sociais Maria Cristina Molina
16:20
Tecnologia da Informação e Redes Sociais
José Admirço Filho
17:00
Encerramento




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 Apoios:
1a Jornada Virtual de Anestesiolgia conta com apoio de instituições que focam na inovação em anestesioloiga.

AnestesiaDor é um portal de conteúdo para anestesiologia coordenado pelo Dr. Pablo Gusman que também é o coordenador da Jornada. Saber mais »

Anestech é uma empresa do grupo Anestex focada em tecnolgia da informação para anestesiolgia criadora de soluções para o cotidiano do anestesiologista como aplicativos para mobiles e portais. Saber mais »
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domingo, 15 de julho de 2012

Feigenbaum's Echocardiography 7th Edition


Feigenbaum's Echocardiography 7th Edition


Feigenbaum's Echocardiography 7th Edition
Author(s): Armstrong, William F.; Ryan, Thomas
Publisher Lippincott Williams & Wilkins (LWW)
Year:2009









Links

 

Podcast JOVA


Dr Armando Fortuna conta suas histórias!


Como Dr Armando Fortuna se tornou um anestesista!


Histórias do Prof Armando Fortuna!


sábado, 7 de julho de 2012

Recrutamento alveolar pós teste de apnéia



Vista frontal Hôpital Pitié Salpêtrière, entrada pelo Bd de l´Hôpital, Paris, França
Muito interessante a abordagem do grupo do Hôpital Pitié-Salpêtrière sobre recrutamento alveolar em paciente provável doador de pulmão.

Após teste de apnéia, há considerável queda da relação PaO2/FiO2 e essa pode ser melhorada com o recrutamento. Isso serve para todos os doadores. A garantia de boa relação ventilação perfusão vai nos ajudar em todos os órgãos!

Para download do artigo, clique aqui!

Benefit of a single recruitment maneuver after an apnea test for the diagnosis of brain death


Paries M, Boccheciampe N, Raux M, Riou B, Langeron O, Nicolas-Robin A



Introduction: Many potential lung transplants are lost because of hypoxemia during donor
management. We hypothesized that the apnea test, necessary to confirm the diagnosis of brain
death in potential lung donors, was involved in the decrease in the ratio of partial pressure of
arterial O2 to fraction of inspired O2 (PaO2/FiO2) and that a single recruitment maneuver
performed just after the apnea test can reverse this alteration.

Methods: In this case-control study, we examined the effectiveness of the recruitment
maneuver with a comparison cohort of brain dead patients who did not receive the maneuver.
Patients were matched one-to-one on the basis of initial PaO2/FiO2 and on the duration of
mechanical ventilation before the apnea test. PaO2/FiO2 was measured before (T1), at the end
(T2) and two hours after apnea test (T3).

Results: Twenty-seven patients were included in each group. The apnea test was associated
with a significant decrease in PaO2/FiO2 from 284 ± 98 to 224 ± 104 mmHg (P<0.001). The
decrease in PaO2/FiO2 between T1 and T3 was significantly lower in the recruitment
maneuver group than in the control group (-4 (-68 – 57) vs -61 (-110 – -18) mmHg, P=0.02).
The number of potential donors with PaO2/FiO2 > 300 mmHg decreased by 58% (95% CI:
28-85%) in the control group vs 0% (95% CI: 0-34%) in the recruitment maneuver group
(P<0.001).

Conclusions: The apnea test induced a decrease in PaO2/FiO2 in potential lung donors. A
single recruitment maneuver performed immediately after the apnea test can reverse this
alteration and may prevent the loss of potential lung donors.

Ondansetrona: Não use mais que 16 mg!

FDA: Single Dose of IV Ondansetron Should Not Exceed 16 mg Due to Risk of QT Prolongation Tags: Arrhythmias ondansetron Pain Management ROCKVILLE, Md -- June 29, 2012 --

The US Food and Drug Administration (FDA) is informing healthcare professionals and the public that preliminary results from a recently completed clinical study suggest that a 32-mg single intravenous dose of ondansetron (Zofran) may cause QT interval prolongation, which could pre-dispose patients to develop Torsades de Pointes.

GlaxoSmithKline (GSK) has announced changes to the Zofran drug label to remove the 32-mg single intravenous dose. The updated label will state that ondansetron can continue to be used in adults and children with chemotherapy-induced nausea and vomiting at the lower intravenous dose recommended in the drug label, a dose of 0.15 mg/kg administered every 4 hours for 3 doses; however, no single intravenous dose should exceed 16 mg. Information from the new clinical study will be included in the updated drug label.

The FDA will evaluate the final study results when available, and will work with GSK to explore an alternative single dose regimen that is both safe and effective for the prevention of chemotherapy-induced nausea and vomiting in adults. The new information on QT prolongation does not change any of the recommended oral dosing regimens for ondansetron. It also does not change the recommended lower dose intravenous dosing of ondansetron to prevent post-operative nausea and vomiting. As part of the ongoing safety review of ondansetron, the FDA continues to assess data about the risk of QT prolongation and will update the public when more information becomes available. Additional Information for Healthcare Professionals (updated from 9/15/2011)· ECG changes including QT interval prolongation have been observed in patients receiving ondansetron. In addition, Torsade de Pointes has been reported in some patients receiving ondansetron.

 - The use of a single 32-mg intravenous dose of ondansetron should be avoided. New information indicates that QT prolongation occurs in a dose-dependent manner, and specifically at a single intravenous dose of 32 mg.

 - Patients who may be at particular risk for QT prolongation with ondansentron are those with congenital long QT syndrome, congestive heart failure, bradyarrhythmias, or patients taking concomitant medications that prolong the QT interval - Electrolyte abnormalities should be corrected prior to the infusion of ondansetron.

- The lower dose intravenous regimen of 0.15 mg/kg every 4 hours for 3 doses may be used in adults with chemotherapy-induced nausea and vomiting. However, no single intravenous dose of ondansetron should exceed 16 mg due to the risk of QT prolongation.

- The new information does not change any of the recommended oral dosing regimens for ondansetron, including the single oral dose of 24 mg for chemotherapy induced nausea and vomiting.

- The new information also does not change the recommended lower dose intravenous dosing to prevent post-operative nausea and vomiting.

SOURCE: US Food and Drug Administration

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Campanha de valorização da saúde e da medicina


Curta a página JOVA no facebook!




Curta a página da JOVA no facebook! https://www.facebook.com/AnestesiaVirtual


Hoje mais de 77.000 salas de cirurgia em todo o mundo realizam procedimentos sem oxímetros de pulso para monitorar pacientes. Isso significa que dezenas de milhares de vidas são perdidas a cada ano! Sem controle adequado, uma operação de rotina pode ser fatal.

O número de salas de cirurgia funcionando sem oxímetros de pulso é de 41% na América Latina, a 49% no sul da Ásia, a 70% na África sub-saariana. Enquanto isso, o número de procedimentos cirúrgicos está em alta - você sabia que agora existem mais procedimentos cirúrgicos realizados a cada ano do que bebês que nascem?

Estudos indicam que, até fechar essa lacuna e aumentar o uso de monitorização nas salas cirúrgicas em todo o mundo com um Checklist de segurança, podemos reduzir as taxas de mortalidade pela metade.

A Organização Mundial de Saúde reconheceu a importância crítica do acesso universal à oximetria de pulso no sua Desafio Global para a Segurança do Paciente Segundo (oximetria de pulso é o item número 4 na lista de verificação).

Pensando nisso, a Jornada Virtual de Anestesiologia, com o apoio do Instituto Meridional resolveu lançar um desafio! A cada 1000 pessoas que curtirem a página da JOVA no facebook, será doado um oxímetro ao projeto para ser enviado a países que falam português! Temos então Ilha da Madeira, Açores, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São tomé e Príncipe e parte de Macau, Goa (estado indiano) e Timor do Leste (Oceania).

Quer participar? Veja o video e divulgue!

Curta a página da JOVA no facebook! https://www.facebook.com/AnestesiaVirtual

Siga o projeto lifebox no twitter! https://twitter.com/#!/safersurgery
Veja mais detalhes no site : http://www.lifebox.org/



Apoio:





terça-feira, 26 de junho de 2012

Euroanesthesia 2012 - Point-of-care coagulation monitoring: interactive case scenarios


Point-of-care coagulation monitoring: interactive case scenarios

Sabine HEIL (Vienna, Austria) & Susan MALLETT (London, United Kingdom)


Um dos destaques das apresentações de domingo no Euroanesthesia 2012 foi a aula ministrada por Sabine Heil em relação à gestão de coagulação durante hemorragia massiva usando tromboelastometria. Resoluções rápidas se fazem necessárias, já que a hemorragia grave está associada à grande mortalidade, principalmente relacionada a coagulopatia relacionada ao trauma coagulopatia e para mulheres com hemorragia pós-parto (HPP). Hemorragia maciça por sua vez está associada com aumento das taxas de transfusão e consequentemente falência de múltiplos órgãos, bem como permanência prolongada na unidade de terapia intensiva (UTI) e internação hospitalar.



Em casos de sangramento intenso, os testes de coagulação padrões fornecem informações limitadas sobre a
distúrbio de coagulação subjacente. "Uma vantagem do tromboelastometria é que é feito com sangue total, com melhor reprodução da situação in vivo ", diz Dra Heil, Médico do corpo clínica do Serviço de Medicina Intensiva e Anestesiologia na Wilhelminenspital, Viena e membro do Grupo de Trabalho sobre a coagulação Perioperatória do ÖGARI (Associação Austríaca de Anestesiologia, Reanimação e Medicina Intensiva). "Os resultados estão disponíveis em poucos minutos e eles fornecem informações sobre o início da coagulação, a velocidade de formação do coágulo, sua qualidade e estabilidade. Também ajudam a identificar a causa do sangramento, ou seja, se é devida a falta de plaquetas, fibrinogênio ou algum outro
fator de coagulação. "No hospital onde atua Dra Heil, o tromboelastômetro está localizado dentro do laboratório na sala de emergência e próximo da UTI. Em suas observações completa que "é melhor ter a máquina dentro de sua linha de visão, porque o desenvolvimento do coágulo é visualmente exibido em tempo real, e isso permite diagnóstico precoce e individualizado". Mas acrescentou que tromboelastometria tem suas limitações, incluindo a incapacidade para detectar certas drogas como medicações antiplaquetárias como inibidores da ciclo-oxigenase-1, os antagonistas do difosfato de adenosina e inibidores da glicoproteína Ilb / IIIa.


Existem agora algoritmos disponíveis para tratar pacientes individualmente com base nos resultados da tromboelastometria. "Tal abordagem individualizada pode reduzir o risco de excesso de transfusões ou mesmo de hemoderivados desnecessários, com menores riscos de resultados adversos ", afirma Dra Heil. Durante sua fala, ela apresentou dois relatórios: um caso de politrauma grave e uma HPP com risco iminente de morte guiados pelas vantagens de tromboelastometria de forma individualizada.

Dra Heil acredita que ensaios clínicos ainda são necessários para realmente estabelecer padrões de uso do  tromboelastômetro. Um estudo chamdo RETIC (Reversão de Coagulopatia Trauma Induzida por
Fator de Coagulação, Concentrados ou Plasma Fresco Congelado) está em curso, utilizando-se
da tromboelastometria para identificar e orientar a terapia em coagulopatias relacionadas a traumas. "Ainda há uma escassez de estudos que forneçam dados sobre a eficácia clínica e custo, mas as evidências sugerem
que a tecnologia leve à diminuição das transfusões de sangue alogênico. Isso significa em análise cost saving um efeito positivo ao se otimizar a terapia e a manutenção da coagulação de forma por análises tromboelastométricas. "

Euroanesteshia 2012, Paris





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Qual é a “dose” certa da corrida?

Qual é a “dose” certa da corrida?

Estudo apresentado nesse mês no American College of Sports Medicine avaliou o impacto em mortalidade de indivíduos que praticavam corrida regularmente.

Ele avaliou mais de 52.000 indivíduos do ACLS (Aerobic Center Longitudinal Study) sem diagnóstico prévio de cardiopatia, diabetes, alteração eletrocardiográfica ou câncer. Essas pessoas reportavam o tipo e característica da atividade física realizada em um questionário. 27% desses pacientes realizavam corrida como atividade física.

A prática da corrida foi relacionada com uma redução de 19% em mortalidade por todas as causas comparado com indivíduos que não corriam (HR 0,81 0 IC 0,73-0,89). Quanto à velocidade da corrida, aqueles que corriam em 9 a 11km/h apresentaram  uma redução de mortalidade total de 21 e 27%, comparado com uma redução não significativa de 7% naqueles que corriam a mais de 13 km/h. Quanto à distância corrida, aqueles que corriam entre 16 e 24km por semana  apresentaram redução de risco de 27% (HR 0,73, IC 0,60-0,89), e aqueles que corriam 32km e 40km por semana apresentaram um redução não significativa de 10 e 5%. Além disso, pacientes que corriam 2 a 5 vezes por semana apresentaram benefício mais significativo que aqueles que corriam 6-7 vezes por semana.
Assim, podemos notar um padrão de curva em U no impacto da corrida em redução da mortalidade, de acordo com a quantidade de quilômetros corridos por semana. Isso reforça a idéia de que pessoas que treinam para esportes como maratona ou triathlon não o fazem para saúde, mas sim para atingir algum outro objetivo (competitivo, financeiro etc). Se quiser correr para saúde, corra com moderação.
Referência
1.http://cardiopapers.com.br/ Editor: Dr André Gustavo Santos Lima
2. Lee DC, Pate RR, Lavie CJ, et al. Running and all-cause mortality risk—is
more better? American College of Sports Medicine 2012 Annual Meeting; June 2,
2012; San Francisco, CA. Presentation 3471.

terça-feira, 19 de junho de 2012

CAUDAL ANALGESIA: A SIMPLE AND SAFE TECHNIQUE IN PAEDIATRIC SURGERY, 1967

Trabalho histórico publicado no BJA em 1967 por Dr Armando Fortuna sobre Anestesia. Segundo dados do autor, foi a partir dele que esta técnica se difundiu mundialmente como uso corrente em anestesia pediátrica...

Na foto, @anestesiador e Dr. Fortuna no Congresso Brasileiro de Anestesiologia, Fortaleza, 2011








Brit. J. Anaesth. (1967), 39, 165

CAUDAL ANALGESIA: A SIMPLE AND SAFE TECHNIQUE IN PAEDIATRIC SURGERY

BY ARMANDO FORTUNA Santos, SP, Brazil

SUMMARY

A series of 170 infants and children were operated upon under caudal analgesia. Lignocaine was used in concentrations from 0.5 to 2 per cent. The average dose employed was 10 mg/kg body weight. Analgesia was satisfactory in 91.7 per cent of cases. Complete failure occurred in 5.2 per cent of patients. No serious accidents or complications were seen due to the anaesthetic method. In the author's experience this technique represents a safe, reliable and simple way to produce surgical analgesia in infants and children, especially in those needing emergency surgery who are in poor condition.

domingo, 17 de junho de 2012

Jack Choi: Na mesa virtual de dissecação.


I JOVA: Inovação!


O tema principal é Inovação!


A humanidade viveu revoluções no decorrer se sua história. Talvez a maior ou pelo menos a mais rápida se deu pela conexão do homem ao infinito virtual. Por mais que possamos medir os bytes que circulam pela rede do world wide web, seu conteúdo se torna incomensuráveis pelas possibilidades que nos proporcionam.

A conectividade que cerca nosso dia a dia não poderia ser deixada de lado na visão profissional. Grupos de discussão de anestesia foram criados e conseguiram unir distâncias e difundir conhecimento de forma instantânea. Blogs e homepages sobre anestesia vislumbram espalhar a ciência de forma intensa e dinâmica. Nas redes sociais, a vida se compartilha e dúvidas são sanadas na velocidade do pensamento com a troca de experiências. Surgiu então a vontade de fundir um grande número de colegas sem que saíssem do conforto de seus lares, sem deixar sua rotina e até mesmo permanecer perto de sua família, mas recebendo informação científica de primeira linha, trazida por palestrantes de alto nível e com experiência em grandes eventos nacionais e internacionais.

Temas relevantes foram escolhidos, na expectativa de que, além da teoria, possam fazer parte da prática diária de cada um. Toda a programação tentou fazer menção ao verdadeiro sentido dessa jornada. Se fossemos escolher uma palavra para sintetizá-la, seria inovação! E mesmo sendo uma jornada virtual, tenho certeza de dizer: -"Será garantia de casa cheia!"
 

Coordenador da I JOVA

Pablo Braga Gusman

 

Comissão organizadora:

Diógenes de Oliveira Silva, Florianópolis, SC

Maria Cristina A Molina, Recife, PE

José Admirço Lima Filho, Salvador, BA

Waston V Silva, Recife, PE

I JOVA: Manejo de vias aéreas

Quer saber mais, siga no twitter @anest_virtual, curta a página no facebook https://www.facebook.com/AnestesiaVirtual e leia no site www.anestesiavirtual.com.br!

I JOVA: anestesia venosa vs inalatória

Quer saber mais, siga no twitter @anest_virtual, curta a página no facebook https://www.facebook.com/AnestesiaVirtual e leia no site www.anestesiavirtual.com.br!

sábado, 16 de junho de 2012

O Anestesista, Rubem Alves


O Anestesista, Rubem Alves


por Renata Dutra, sexta, 15 de Junho de 2012 às 22:32 ·

A anestesia foi a primeira de todas as especialidades médicas. São as Escrituras Sagradas que o afirmam. Pois Deus, para retirar de Adão a costela necessária para a criação de Eva, fez cair sobre o homem um sono profundo. Isso, fazer dormir, é ato de anestesista. Foi só então, depois de exercer as funções de anestesista, que Deus se transformou em cirurgião.

Deus não queria que o homem sentisse dor. Uma cirurgia feita sem anestesia é uma experiência de uma brutalidade indescritível. Muitos prefeririam morrer a sofrer os horrores da dor de uma cirurgia sem anestesia.
O livro "O físico" descreve como era a cirurgia antes da descoberta da anestesia. Amputação de uma perna. A pessoa amarrada. A navalha cortando a carne. Os gritos. As contorções do corpo. O sangue jorrando. Depois a serra no seu reque-reque serrando o osso. Seguia-se a costura da carne. E, para terminar, o cautério com azeite fervente ou ferro incandescente.

A dor é o que existe de mais terrível na condição humana. Muito cedo nós a experimentamos. O nenezinho chora e se contorce com suas cólicas. Delas não tenho memória. Mas me lembro das cólicas do meu primeiro filho, que chorou por seis meses, sendo que todos os chás, remédios e benzeções foram inúteis. A única coisa que aliviava era pegá-lo no braço e colocá-lo de barriga para baixo. Todo pai gostaria que os deuses fossem caridosos e transferissem para ele a dor do filho. Doeria menos sentir a dor do filho que vê-lo sentindo dor sem nada poder fazer.

Meu filho Sérgio, o que sofreu cólicas por seis meses, é médico e se especializou em anestesia. É possível que Freud explique. Nossos impulsos vocacionais têm raízes em lugares obscuros da alma. O que não acontece com as escolhas profissionais, que nascem de considerações racionais sobre o mercado de trabalho. É possível que sua vocação de anestesista tenha nascido de suas experiências esquecidas de sofrimento. Aí ele sentiu que seu destino era lutar contra a dor.

A anestesia é uma especialidade modesta. É o cirurgião que executa o grande ato! É ele que é o herói! É o seu nome que é lembrado. É o cirugião que ganha mais. E, no entanto, enquanto o cirurgião está com sua atenção concentrada no lugar preciso do corpo que ele corta e costura, o anestesista está com sua atenção concentrada na vida adormecida. Ele vigia os seus processos vitais. Ele cuida para que a vida não vacile enquanto o corpo é cortado.

Há também as dores da alma que nenhuma cirurgia consegue curar. O medo, por expemplo, não pode ser amputado. Pena. Porque o medo paralisa a vida. Dominada pelo medo, a vida se encolhe, perde a capacidade de lutar, entrega-se à morte. Animais amedrontados se deixam matar sem um único gesto de defesa. E, pelo que sei, as pessoas têm muito medo da anestesia, medo que chega a beirar o pânico, mais medo da anestesia que da violência do ato cirúrgico. É que elas têm medo de dormir. Quem dorme está indefeso, à mercê. Quem está dormindo volta a ser criança. As crianças têm medo de dormir. Por isso elas choram, não querem dormir sozinhas, desejam alguém ao seu lado. Alguém que cuide delas enquanto elas dormem. As canções de ninar são para tirar o medo a fim de que o sono seja tranquilo.

A anestesia pode ser feita de duas formas. A primeira é a anestesia como ato técnico, científico, competente, ato que se executa sobre o corpo da pessoa que vai ser operada. A segunda é igual à primeira, acrescida de um cuidado maternal. O anestesista assume, então, a função do pai e da mãe que cantam canções para espantar o medo. Foi o Sérgio que me contou.

Conversamos muito sobre o que fazemos. E como ele se orgulha do que faz, ele me conta. Contou-me sobre as visitas aos pacientes amedrontados, às vésperas da cirurgia. Na maioria, crianças e adolescentes. O objetivo dessa visista é técnico: checar o estado físico do paciente: pressão, coração, vias respiratórias, etc. Mas a pesssoa que está ali é mais que um corpo. É um ser humano. Está com medo. Medo da dor. Medo da morte, pois nunca se pode ter certeza. É preciso espantar o medo para que a vida não se encolha. mas o medo só sai quando se confia. Não é qualquer pessoa que tira o medo de dormir da criança. Há de ser alguém em quem ela confia. Essa pessoa, e somente ela, tem o poder de cantar uma canção de ninar. O anestesista se transforma então em mãe e pai: pega no colo a criança amedrontada - diante da cirurgia todos nós somos crianças!

Cronica: O Anestesista, do livro "O Amor que acende a Lua"
Rubem Alves

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Hyperalgesia: A key target for perioperative management?


Hyperalgesia: A key target for perioperative management? -
Avi A. WEINBROUM (Tel Aviv, Israel) & Isabelle DECOSTERD (Lausanne, Switzerland)

Hiperalgesia foi o foco de uma apresentação em três partes, no domingo, dia 10 de junho. "A hiperalgesia é um problema múltiplo", diz o presidente da sessão Avi Weinbroum, "Há um crescente número de traumas, incluindo acidentes de trânsito, cujas vítimas podem desenvolver dor pós-trauma e síndrome do desconforto pós-cirúrgico da dor crônica, incluindo a hiperalgesia e dor fantasma em pacientes amputados. "


Weinbroum destacou também que o aumento do uso de opióides como drogas ilícitas e substâncias recreativas com álcool predispõe aos utilizadores a hiperalgesia. Há também um número crescente de pacientes com câncer em todo o mundo que experimentam este aumento da sensibilidade à dor. "As aplicações medicamentosas para minimizar a dor incluem anestésicos e opióides", disse Weinbroum, Professor de Medicina e Anestesiologia e Chefe da Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos na Unidade de Terapia de Tel Aviv Sourasky Medical Center, Israel. "A abordagem multimodal da analgesia é uma combinação farmacológica de compostos diferentes administrados no peri-operatório, combinando analgésicos intravasculares e locais . Essa abordagem da dor é extremamente útil para os pacientes que, por qualquer razão, se encontram em risco de que sua dor aguda manifestada como hiperalgesia progreda para a forma crônica. "Weinbroum acrescentou que na terapêutica recente, protocolos combinando drogas adjuvantes (não-opióide), drogas antiepilépticas, como a pregabalina ou gabapentina, parecem promissoras no sentido de atenuar a hiperalgesia que acompanha as dores aguda ou crônica.



A apresentação na sessão cobriu a hiperalgesia peri-operatória e sua expressão clínica. Professor Burkhard Gustorff (Chefe da Unidade de Cuidados Intensivos, Anestesiologia e Medicina da Dor no Wilhelminenspital e Elisabeth Kaiserin Spital, Viena, Áustria) deu exemplos de hiperalgesia em sua própria pesquisa sobre a dor relacionada a queimaduras solares, em que sinais de hiperalgesia primária podem ser encontrados na pele afectada, bem como hiperalgesia secundária em regiões adjacentes. "A Sensibilização Periférica e Central do sistema nervoso contribui para este processamento da dor complexa ", diz Gustorff.


Fatores que levariam à hiperalgesia em pacientes no pós-operatórios podem ser citados sendo o aumento da dor principalmente durante o movimento ou tosse após a cirurgia abdominal e aumento do consumo de
analgésicos. Gustorff demonstrou dados sobre sua investigação recente que mostrou a eficácia de drogas como anti-hiperalgesia como a cetamina ou gabapentina no tratamento da dor pós-operatória, dando prova indireta dessa hiperalgesia pós-operatório.


"Um número importante de pacientes sofrem de dor crônica pós-operatória até meses e anos após a cirurgia. Hiperalgesia tende a aumentar a quantidade dessa dor ", disse Gustorff. "Onde persistência anormal de hiperexcitabilidade do sistema nervoso ocorre (hiperalgesia em curso), dor espontânea irá persistir e isso ajuda a explicar a existência de doenças crônicas expressando dor pós-operatória. Hiperalgesia pós-operatória é, portanto, considerada um fator chave em pacientes em risco de desenvolver dor crônica pós-operatória ", conclui.

O assunto de opióides e hiperalgesia foi apresentado pelo professor Dominique Fletcher, do Departamento de Anestesiologia do Hospital  Raymond Poincaré Garches APHP e Unidade INSERM 987 Boulogne-Billancourt, França. "A aumento da percepção da dor após uma anestesia baseada em opióides pode ser o fator chave associado a hiperalgesia induzida por opióides ", disse Fletcher.

"Os opióides identificados como causadores deste efeito em condições experimentais são remifentanil e
fentanil, ambos em doses altas", acrescentou. Fletcher sugeriu que a dose cumulativa de remifentanil e sua rápida retirada podem ser os dois fatores capazes de expor os pacientes à hiperalgesia induzida pelo Remifentanil. Mas ele assinalou a importância de retirada progressiva para reduzir a expressão dessa hiperalgesia.

Uma série de outros estudos clínicos sugerem que a prevenção de hiperalgesia (quer  a opioid-induced
ou induzida pela inflamação cirúrgica) pode ser útil na redução da incidência de dor pós-operatória persistente, e não somente melhorar o controle da dor pós-operatório imediato. "Esta hipótese precisa ter dados clínicos adicionais para ser confirmada antes que possa ser incluída nas orientações profissionais", disse Fletcher.

"Ainda não está claro se a prevenção da hiperalgesia induzida por opióides para pacientes cirúrgicos é
clinicamente válida em todos os pacientes. No período pós-operatório imediato o benefício não é clinicamente significativo", concluiu. "Os estudos clínicos que oferecem prolongado acompanhamento de dor persistente no pós-cirúrgico ou a prevenção de hiperalgesia induzida por opióides em populações selecionadas podem ajudar a determinar o valor da presente prevenção."

Euroanesthesia 2012
Cobertura do AnestesiaDor





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